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Maria do Caos
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O dia em que fui encontrar meu grande amor na Itália

Nossa Maria da semana atravessou o oceano para ver pela primeira vez, o namorado virtual. Será que deu certo?

Maria do Caos|Do R7


Namoro virtual com um homem lindo, atencioso, carinhoso. Parecia um sonho, mas era um pesadelo.
Namoro virtual com um homem lindo, atencioso, carinhoso. Parecia um sonho, mas era um pesadelo. Divulgação

E aí, Marias!!!

Como passaram a semana? Tenho certeza de que algumas estão de férias e tem muitas histórias engraçadas para me mandar. Aguardo todas elas, viu?!?

Me falem, gostaram da história da Maria que foi passar as férias na cidade do marido e acabou ficando definitivamente? E para melhorar ou piorar a vida dela, uma lhama, queridinha do zoológico, fez piada com ela. Eu não sei vocês, mas amei essa história! Dei muitas risadas quando recebi!

Sei que vocês amam um caos, mas gostam ainda mais quando o caos acontece na vida amorosa. Por isso, e também pelas centenas de pedidos, contarei o caso trágico, mas muito fofo (parece contraditório, né, mas vocês vão ver que não é não) de uma Maria que, hoje, vive em Veneza, na Itália.

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Ela viveu um amor por três anos, com um italiano e atravessou o oceano para encontrá-lo pessoalmente. Será que deu tudo certo? Claro que não, né? Senão, não estaria aqui, neste blog, baseado em histórias caóticas.

Venha comigo e divirta-se com pitadas de romance, confusão e final… vou deixar para vocês decidirem.

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Antes de começar a contar a minha história, preciso dizer que sou o tipo de mulher que não costuma cair em ciladas. Sempre fui muito cética quando se trata de amor, conhecer pessoas novas e me apaixonar. Com meus 31 anos, só tinha namorado duas vezes e terminei meu relacionamento porque, realmente, não conseguia me entregar para valer.

Sempre sentia que faltava algo, sabe? Como se por mais que o rapaz fosse gentil, carinhoso, romântico e atencioso, ainda assim, sobrava um vazio dentro do meu peito.

Aí, em 2020, me vi mudar completamente esses padrões de sentimento. Com a chegada da pandemia, comecei a me sentir solitária e, pela primeira vez, entrei em um aplicativo de namoro.

Primeiro, entrei em um conflito comigo mesma. Pensava: “Como assim, vou conhecer alguém pela internet?”. Achava aquilo o fim dos tempos, mas como estávamos mesmo em um momento muito delicado de não poder encontrar ninguém pessoalmente, topei encarar esse universo novo.

Bem, depois de entender como funcionava o aplicativo, dei uma olhadinha nas opções de homens que ele oferecia. Nossa, Marias, falando desse jeito, parece até que estou em um restaurante olhando um cardápio de carnes. Estranho, né?

Fui passando pelas fotos e nomes e ninguém me agradava, até que, recebi uma notificação de um cara chamado Matteo.

A mensagem dizia: “- Que Bella Ragazza”

Não entendi nada.

Mas, logo ele foi se apresentando. Disse ser italiano e que morou no Brasil por um tempo, mas que já tinha retornado a Itália. Disse também que as mulheres brasileiras o interessavam muito mais do que as europeias.

No início não dei muita bola, claro que ele era um homem lindíssimo, pelo menos pelas fotos. Cabelo preto, bem liso e na altura dos ombros, cavanhaque certinho, daqueles ralos, sabe? E olhos bem amendoados.

Ele insistiu muito e eu acabei cedendo por causa da solidão. Começamos a conversar dia e noite, até que fomos para a linha e foi assim pelos últimos dois anos. Até que em 2023 resolvi fazer uma surpresa e ir até Veneza, onde o Matteo morava.

Bem, recolhi todo o dinheiro que tinha na poupança, investimento e tudo mais. Afinal, podia ser o homem da minha vida!

Marquei o voo e embarquei. Quando o avião foi aterrissando, parecia que eu explodiria de felicidade. Estava tão alegre, certa de que tinha feito a melhor escolha da minha vida.

Cheguei em Veneza, peguei a bagagem, um táxi e fui direto para o endereço onde o Matteo disse que morava.

No caminho, fui fantasiando com cada detalhe do nosso primeiro encontro. Como seria o cheiro dele? O beijo? O abraço? Estava ansiosa e a cada segundo que passava criava uma nova expectativa.

Cheguei e o prédio era tipo aqueles antigos, sabe? Estilo gregoriano, bem de época. O portão estava aberta e entrei. Parei na porta do apartamento de número 208, respirei fundo e toquei a campainha.

Fechei os olhos e esperei.

Naquele intervalo entre a campainha e a porta de abrir, passou mais um filme na minha cabeça… me imaginei de noiva, toda de branco e nossos filhos correndo pela casa, falando italiano. Lindos!

Bom, o que aconteceu depois que voltei dessa fantasia, destruiu meus planos. Uma mulher abriu a porta e depois de uns minutinhos tentando entender o que ela dizia, descobri que o Matteo era casado e tinha dois filhos.

Marias, tem noção do quando fiquei mal?

Foram dois anos de ilusão. Dois anos de promessas que jamais seriam realizadas.

Não quis nem ver a cara do Matteo. Fui embora, arrasada. Mas, como já estava na Itália, quis curtir a fossa por lá mesmo.

Aluguei um quarto de uma pousadinha e fiquei por lá por 15 dias. Conheci muitos restaurantes deliciosos, fiz passeios de gôndola sozinha e até gostei bastante d a minha própria companhia, afinal, antes do Matteo, era somente eu e eu.

Mas, o destino não queria que ficasse sozinha. No último dia de viagem, estava sentada em frente a uma fonte e de repente…

“Buon Giorno…”

Foi o “bom dia” mais especial da minha vida. Hoje, estou casada e grávida de dois meses. Meu filho vai se chamar Lorenzo, assim como o pai.

Sim, Marias, apesar das decepções que podemos sofrer, sempre há uma nova chance de sermos felizes e realizarmos nossos sonhos.

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Nossa que final, hein Marias! Imagina o perrengue que foi e o abalo emocional que nossa Maria sentiu, mas o importante é que ela soube dar a volta por cima e usar o amor-próprio para se reerguer.

E no final delas contas, tudo acabou bem. Ela se casou e terá um italianinho.

Cá entre nós, deve ser uma delícia morar em Veneza.

E você, se tiver uma história bem doida, manda para gente! Vou contar carinho aqui na nossa salinha particular.

Um beijo, Marias.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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