Babu Santana e MC Carol indicam artistas negros para ler e ouvir

No Dia da Consciência Negra, ator e cantora falaram ao R7 quais escritores e músicos negros eles gostariam que o público conhecesse

MC Carol e Babu indicaram obras de artistas negros

MC Carol e Babu indicaram obras de artistas negros

Reprodução/Instagram

Babu Santana e MC Carol juntos? Sim! O R7 convidou o ator e a cantora para indicarem o trabalho de artistas negros que eles gostem para o público conhecer no Dia da Consciência Negra, celebrado nesta sexta-feira (20).

O ator optou por recomendar obras de escritores negros. No total, foram sete indicações de livros.

O primeiro item da lista do artista foi Amada, de Toni Morrison. A história, que ganhou prêmio Nobel da literatura, em 1988, é baseada em fatos reais dos Estados Unidos e relata a vida de Sethe, uma ex-escrava que se refugiou com a sogra após fugir da fazenda onde era mantida cativa com os filhos. No caminho, ela dá à luz Denver, sua filha que a acompanha no decorrer da narrativa.

A obra recebeu uma adaptação cinematográfica em 1998, chamada Bem-Amada, com Oprah Winfrey no papel principal. O longa recebeu classificação 6 de 10, pelo IMDb.

Outros livros, como Diário de Bitita, de Carolina Maria de Jesus, também apareceram na lista de Babu. A obra relata o duro cotidiano de uma família negra no Brasil, no começo do século passado, e os grandes esforços para conseguir trabalho para ajudar nas despesas de casa. A escritora, inclusive, ficou mais conhecida por Quarto de Despejo, que virou um Best Seller nacional.

Veja mais: Centro da Igualdade Racial da Paraíba será inaugurado nesta sexta-feira

Os Nove Pentes d'África, de Cidinha Silva, também foi um dos destaques do ator. A obra infanto-juvenil acompanha o Vô Francisco, que contava histórias na varanda para seus netos. Nessas reuniões, o personagem entregava os pentes que mais compactuavam com as personalidades de cada criança. Contudo, o avô morre e a narrativa se desenvolve mais ainda: como que os netos lidarão com a partida do Vô Francisco?

Além desses livros, Babu indicou O Tapete Voador, de Cristiane Sobral; Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves; Becos da Memória, de Conceição Evaristo; e O Caçãdor Cibernético da Rua 13, escrito por Fábio Kabral.

Indicações de MC Carol

Já MC Carol, que recentemente participou do clipe de Ludmilla, Rainha da Favela, optou por um caminho diferente do ator: ela recomendou cantores que, na opinião dele, todos deveriam escutar.

Além de Beyoncé e Rihanna, conhecidas do grande público, ela disse que "é preciso ouvir o que faz parte da história".  Whitney Houston, Nelson Cavaquinho, o Catra. Eles são aprendizados. Gosto muito da Liniker, da minha inspiração de sempre, Tati Quebra-Barraco, e ouço muito o Djonga", listou.

A cantora, que indicou músicos que cantam e tocam jazz, rap, samba, pop e funk, demonstrou sua ecleticidade musical. Ela também apostou em nomes que carregam uma grande história, como Cartola e Nina Simone.

Nina Simone foi ativista dos direitos humanos e ficou mais conhecida por músicas como Feeling Good, I Put A Spell On You e Ain't Got No, I Got Life. A vida da artista ganhou vida nas telinhas, em 2015, com a estreia do documentário What Happened, Miss Simone?.

Nascida em fevereiro de 1933, Nina lançou diversos álbuns durante a carreira, mas teve de lutar contra sofrimentos psíquicos, como ataques de pânico e crises depressivas, além de um câncer de mama. Ela morreu em 2003 e, um ano depois, sua biografia foi lançada.

Já os maiores sucessos de Cartola, nascido em 1908, no Rio de Janeiro, são As Rosas Não Falam e O Mundo É Um Moinho. Lançou mais álbuns nos últimos anos de vida. Contudo, o cantor ainda recebeu homenagens póstumas, como o disco Cartola, Entre Amigos, lançado em 1982, dois anos após sua morte.

Para o atual contexto brasileiro, MC Carol indicou Liniker, que ficou mais conhecida por Zero e Caeu, e Djonga. No começo da pandemia da covid-19, o rapper lançou Histórias da Minha Quebrada.