Avó das crianças de Bacabal fala e faz revelação após 1 mês: ‘Alguém pegou essas crianças’
Para dona Francisca, ‘Michael e a Isabelly não têm condições de ganhar esse mato’, disse em referência a menores sumidos
Bebê Mamãe|Do R7

A avó materna das duas crianças de Bacabal que estão desaparecidas desabafou pela primeira vez e surpreendeu ao fazer revelações. Ela falou o que acredita que ocorreu e como está o seu único neto, encontrado. Ela ainda disse o que acha que realmente ocorreu com o menino.
Dona Francisca é avó das três crianças que desapareceram em Bacabal no Maranhão, o menino Anderson Kauã, oito anos, a menina Ágatha Isabelly, seis anos, e o menino Allan Michael, quatro anos. Ágatha Isabelly e Allan Michael são irmãos e Anderson Kauã é primo deles.
Dona Francisca é mãe de Clarice Cardoso, mãe de Ágatha e Allan. Ela também é mãe do pai de Anderson Kauã. Vale lembrar que Anderson Kauã é a única criança achada. Ele foi encontrado com vida três dias após o desaparecimento e passa bem.
Em conversa com Mary Coymbra para o canal de Paulo Mathias, Dona Francisca falou pela primeira vez um mês após o desaparecimento das crianças. Ela afirmou que acredita que as crianças não estão perdidas na floresta. “A quantidade de gente que entrou no mato e não achou nada dessas crianças, nem uma xuxinha! Aonde você vai, você deixa rastro, não tem como. Eu creio que eles não estão perdidos nessa mata”, disse ela.
A avó ainda afirmou que acredita que mais de uma pessoa está envolvida nisso. “Alguém levou eles, alguém pegou essas crianças e levou porque o Michael mais a Isabelly não têm condições de ganhar esse mato não. Alguém saiu com eles e eu acho que não foi uma pessoa só, foram duas ou três. Já comuniquei minhas suspeitas para a polícia.”
Ela também afirmou que acredita que alguém do quilombo no qual vive pode estar envolvido. Ela ressaltou que todos os moradores do quilombo são suspeitos. “Alguém que não tem coração, alguém que queria essas crianças, conversou com alguém e alguém entregou. Por dinheiro ou por alguma coisa… eles fizeram isso. Aqui todo mundo é suspeito. Todo mundo dentro do quilombo é suspeito.
Dona Francisca também rebateu rumores de que não teria um bom relacionamento com sua filha Clarice Cardoso, mãe das duas crianças desaparecidas. “Eu tinha três filhas mulheres, Deus levou uma. Mas eu e minhas filhas somos parceiras. Ela sempre conversa comigo, graças a Deus, até hoje nunca tivemos uma discussão. Quando eu vejo que está errado, eu chamo a atenção, mas dizer que eu vivo discutindo, isso aí não tem nada a ver. Eu que estou dando força para ela, para ter fé em Deus que Deus tá trabalhando, na hora certa vai botar seus filhos nas mãos de alguém. E alguém vai achar essas crianças.”
Avó relata mudanças da única criança que foi achada
A avó Dona Francisca também surpreendeu ao revelar mudanças no comportamento de Anderson Kauã, a única criança achada. Ela revelou que, apesar de ser autista, seu neto voltou da floresta com um comportamento bem diferente do que ele tinha.
“Eu creio que o Kauã foi colocado ali (no local em que foi achado). Porque onde encontraram a roupa do Kauã com a sandália dele junto e na distância que tava, não tem como. Kauã não tem um arranhão, se tivesse andado nu pela mata teria ficado marcas e a roupa não estaria onde foi encontrada. Alguém participando das buscas pode ter colocado as roupas lá”, Dona Francisca começou dizendo.
A avó então afirmou: “Eu acho que, do jeito que o Kauã está, eles usaram alguma coisa no Kauã. Porque o Kauã tem autismo, mas a dificuldade dele não era do jeito que ele tá agora. O Kauã tá muito diferente. Antes de acontecer esse negócio com ele, ele não era do jeito que ele estava agora. Ele tá muito diferente depois que voltou da mata. Ainda não conversei com os pais sobre o exame toxicológico. Kauã tá meio aéreo. Ele não tem noção do que aconteceu.”


















