Carlinhos Brown será homenageado pela Camisa Verde e Branco

Cantor baiano, de 57 anos, terá sua história contada pela escola de samba, em desfile no Sambódromo paulistano, no Anhembi, no dia 23 de fevereiro

Carlinhos Brown terá sua história contada pela Camisa Verde e Branco

Carlinhos Brown terá sua história contada pela Camisa Verde e Branco

Iza Campos/Divulgação

Carlinhos Brown será homenageado pela escola Camisa Verde e Branco, uma das mais tradicionais agremiações paulistanas.

Com o enredo Ajayô: Carlinhos Brown Candomblés Tambores e Batuques Ancestrais, a escola faz um tributo ao músico brasileiro, que comemora 41 anos de atabaques e tambores.

O homenageado terá sua história, sua paixão pelos tambores, seus inúmeros sucessos e sua relação com a religião contados no Sambódromo paulistano, no Anhembi, no dia 23 deste mês (domingo).

Carlinhos falou sobre a celebração.

— Com muita honra e respeito eu aceito o que a Escola Mocidade Camisa Verde e Branco preparou para mim. Eles estão contando a minha história de 41 anos de batuque. Mas, não sou o único intérprete. É uma história que condiz com desejo de cada criança que nasce em comunidade, que nasce com sonho de avançar, de se formar. É a história de um povo resiliente, contada através da música, da percussão, da religiosidade.

O cantor também agradece a oportunidade de ter gravado o clipe da música de trabalho, Paixão de Rua, na quadra da Verde e Branco, usando as alegorias como cenário.

— Na gravação pudemos vivenciar todo o trabalho e estrutura de um escola que une uma comunidade em torno da cultura e da alegria.

Veja letra de Ajayô: Carlinhos Brown Candomblés Tambores e Batuques Ancestrais:

Salve a batucada do meu canjerê
A Furiosa toca samba pra você
Salve a Barra Funda
Meu eterno amor, Ajayô, Ajayô

Laroyê! Exu mojubá
Xeu êpa babá, meu pai Oxalá
É sangue africano correndo nas veias
Ecoa o batuque que vem do porão
A voz não se cala na dor da luta
Sou negro no açoite da escuridão

Ê Bahia de todos os santos
Savalu vodun zo magia e encanto
Na festa de candomblé vai ter xirê
Atotô meu pai Obaluayê
Aieieu mamãe Oxum venha me valer

Ogan bateu o tambor
Okê okê arô, kabecilê Xangô
Patacori Ogum, eparrei Iansã
Odoya, saluba Nanã

Nascido no Candeal ao som do ilê aiyê
No toque do timbau
Vem ver Timbalada descendo a ladeira
No pelô, Olodun levanta a poeira

Eu sou do gueto, não sou de brincadeira

Eu vou cantar no trio, eu vou
Espalhando axé pela cidade
Aplausos ao tribalista da canção
Nos palcos da vida a consagração
Carlinhos Brown é verde e branco
No trevo do meu coração