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Rap de cancionista: “Inevitável Fim” é o novo clipe de Fernando Grecco

Música demanda mundo de reconciliação, buscas e planos, em meio a fetichização de mercadorias, armas, deuses carrascos e ouro oculto...

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Música demanda mundo de reconciliação, buscas e planos, em meio a fetichização de mercadorias, armas, deuses carrascos e ouro oculto

Fernando Grecco Foto: Carolina Vianna

Inevitável Fim, canção de Fernando Grecco, acaba de ganhar uma versão audiovisual. A faixa, que faz parte do disco “Vir a Ser”, reflete sobre a crise que a humanidade tem causado a si mesma e ao mundo. O álbum, marcado por vãos filosóficos, caminha por estilos como bossa nova, jazz, frevo e ritmos afro-brasileiros. Notadamente composto de canções, Fernando Grecco, não à toa, escolheu um rap para dar fecho: “uma mensagem mais direta pela poesia falada”.

“Quando nos libertaremos destes hábitos vãos/e viveremos a vida plena de amor, irmãos?”. O refrão da música demanda mundo de reconciliação, buscas e planos, em meio a fetichização de mercadorias, armas, deuses carrascos e ouro oculto. O clipe, dirigido por Bruno Marques, traz, em primeiro plano, paisagem arborizada em nítido contraste com a mensagem crítica e incisiva da letra.

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Fernando conta que, embora rap, Inevitável Fim tem muitos elementos de formação de cancionista brasileiro. “Vários elementos não são muito comuns no gênero: como o violão que permeia toda a faixa; o vocalise melódico, que virou como se fosse um segundo refrão; e os solos de guitarra, que curti desde a primeira demo que fiz. Não tinha a intenção (nem a pretensão) de fazer um rap “raiz” e sim emprestar a estética, a vibração e o teor mais incisivo para passar uma mensagem ao mesmo tempo crítica, mas também de esperança. Não sou rapper, mas gosto muito do estilo, e costumo escutar artistas como o Kendrick Lamar, os 3 discos “Black Radio” do produtor e pianista Robert Glasper com super convidados, Baco Exu do Blues, Racionais, entre outros”, destaca o artista.

Paulistano, Grecco iniciou os estudos com a guitarra aos 15 anos, tocando em festivais de colégios, mas deixou a música como segundo plano quando ingressou na faculdade de Engenharia Elétrica e enquanto construiu carreira de executivo nas áreas de informática e marketing. No entanto, em 2009, decidiu entrar de cabeça na sua paixão, a música, idealizando e fundando o selo e produtora Borandá, onde teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes como Egberto Gismonti, Ná Ozzetti, Toninho Ferragutti, Verônica Ferriani, entre outros.

Em 2011 montou o grupo Zanzibar, gravando clipes e realizando shows ao lado de Miguel Fernandes (violões), Beto Angerosa (percussão e voz) e Edgar Bueno (tabla indiana e voz), fazendo versões instrumentais para canções de Edu Lobo. Em 2017, lançou o EP autoral Repente da Palavra, com o qual fez turnê de shows onde entremeava suas canções autorais e algumas versões com textos baseados em suas leituras de filosofia e psicanálise. Em 2020, durante a pandemia, iniciou o lançamento de singles e clipes de seu último e já citado álbum autoral, "Vir a Ser" - lançado completamente em novembro de 2022.

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