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Dinossauros do rock and roll e seus astros da terceira idade buscam asilo no Brasil 

Em breve, reveremos lendas ainda vivas como astros de Scorpions e Deep Purple, além do Kiss, cujo vocalista passou mal em Manaus

|Marco Antonio Araujo, do R7

Os veteranos do Deep Purple, banda criada em 1968, se apresentam em abril, no Allianz Park
Os veteranos do Deep Purple, banda criada em 1968, se apresentam em abril, no Allianz Park Os veteranos do Deep Purple, banda criada em 1968, se apresentam em abril, no Allianz Park

As imagens de Gene Simmons, vocalista da banda Kiss sentado, imóvel, numa cadeira em pleno palco, depois de passar mal durante show em Manaus (AM), na noite de quarta-feira (12), nos faz refletir sobre a questão da terceira idade no rock and roll. A frequência com que vêm ao Brasil os grupos nascidos na era paleozoica do show bizz, com integrantes na faixa dos 70+, exige responsabilidade por parte de empresários e, por que não dizer, das autoridades.

Em breve, reveremos muitos astros do heavy metal durante a sétima edição do Monsters of Rock, dia 22 de abril, em São Paulo. Receberão ajuda para subir ao palco do Allianz Park lendas ainda vivas como os astros de Scorpions e Deep Purple, além do próprio Kiss.

Muitos não entenderam as ausências de Queen, Led Zeppelin e Elvis Presley. Melhor não explicar, para evitar constrangimentos. Metallica e Iron Maiden se apresentaram por aqui em 2022 e ainda estão em fase de recuperação. Em breve, voltarão para um novo último show de despedida.

É estimulante e comovente como artistas notadamente conhecidos por uma vida desregrada e mundana, típica dos anos 60 e 70, chegaram tão bem ao século 21. Mas é preciso prudência e, sobretudo, respeito aos mais velhos. Merecem todas as homenagens, mas os fãs dessas bandas deveriam evitar ir a esses shows, até porque já não são adolescentes e requerem cuidados.

Ambulâncias do SAMU estarão de prontidão. Funcionários da produção foram treinados para identificar a diferença entre AVC e infarto. Planos de Saúde pensam em patrocinar as futuras apresentações dessa turma resiliente. O ministério da Cultura já cogita tombar esses grupos como patrimônio antietário do país. E a pasta das Relações Internacionais pretende declarar que os dinossauros do rock sempre serão muito bem acolhidos no Brasil. E, caso necessário, receberão asilo.

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