'Câmera Record' consolida vice-liderança absoluta com 7 pontos

No Rio, programa, que exibiu reportagem sobre ex-Raça Negra que voltou a morar nas ruas, conquistou 2ª melhor média do ano e bateu recorde de share

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O Câmera Record, exibido neste domingo (19), conquistou o segundo lugar isolado em audiência. Das 23h15 à 0h24, o programa, que abordou o caso de Edson Café, ex-integrante do Raça Negra que voltou a morar nas ruas por causa da dependência química, marcou 7 pontos de média, pico de 7 pontos e share de 14%, contra 6 pontos de média da terceira colocada.

No Rio de Janeiro, alcançou a segunda melhor média do ano, com 5 pontos e bateu recorde de share, com 11%. O pico foi de 6 pontos.

"Tomo conta de carro na praça", contou Café, que ganhou novo abrigo e sonha em ajudar outros moradores de rua

Em 2016, o Câmera Record havia revelado que Café estava em São Paulo, vivendo nas ruas. Na época, após o reencontro com Xênia Alves, uma fã que há anos tenta resgatá-lo, ele havia decidido aceitar ajuda e tratamento. No entanto, nem tudo correu como esperado. Agora, o programa reencontrou o músico vivendo nas ruas do Rio de Janeiro.

Há quase 30 anos, Café se lançava às paradas de sucesso em todo o Brasil com a banda Raça Negra. Mas há pelo menos uma década, batalha exaustivamente contra o vício. Café tocava violão e era um dos principais compositores no auge do Raça Negra, em meados da década de 1990. Até que um derrame limitou o movimento em um dos braços do músico. A partir daí, ele se afastou da banda, ao mesmo tempo em que se afundou no uso de maconha e crack.

Foram muitas idas e vindas nas ruas e em clínicas para dependentes químicos. Há dois anos, Café se mudou de São Paulo para o Rio para morar com os filhos, em mais uma tentativa de se afastar das drogas, mas uma briga na família acabou com a esperança de reabilitação.

"Eu estava propenso à recaída. Porque se eu vim para rua, eu vou usar, não tem como. Não tem como morar na rua e não fumar um baseado, não dá", afirma o ex-integrante do Raça Negra. E conta a sua estratégia para evitar as drogas: "Se eu ficar aqui, fico querendo escrever só ou então me drogar. Vou ficar enfiado na Cracolândia aí do lado. Eu prefiro sair, dar um rolezinho. E ganhar um dinheirinho. Tomo conta de carro na praça", contou Edson Café.

Enquanto tenta reassumir o controle da própria vida, Edson Café conta com o apoio incondicional de Xênia, que há nove anos àquilo que se tornou um propósito de vida: dar um lar de verdade ao seu grande ídolo. "Ele não é meu amigo, eu falo que ele é meu irmão. Se um dia eu souber que meu irmão foi embora, vai me doer muito de não ter tentado. Então, eu preciso tentar de novo", afirmou Xênia.

E ainda: durante o programa, ele revelou o ressentimento com um dos ex-companheiros de banda.  "Falou que não ia me dar dinheiro porque sabia que depois do meu envolvimento com a drogadição, que eu ia gastar meu dinheiro todinho com droga. Não importa, o dinheiro é meu, eu faço o que eu quero. Se eu tenho direito de receber, eu quero receber", desabafa Café.

O Câmera Record levou Xênia ao Rio para buscar o amigo que dessa, havia pedido pra voltar a morar com ela, no interior de São Paulo. Desde o retorno, não voltou a usar drogas, continua  escrever músicas e sonha em ajudar outros moradores em situação de rua.