Famosos e TV Desaparecimento do irmão de Marco Ricca ainda é um mistério para a polícia; família acha que ele está morto

Desaparecimento do irmão de Marco Ricca ainda é um mistério para a polícia; família acha que ele está morto

Com exclusividade ao R7, ex-sócio relembra sumiço de Giuliano Ricca depois de quase 2 anos

  • Famosos e TV | Aurora Aguiar, do R7

O desaparecimento do irmão do ator Marco Ricca, o produtor cultural Giuliano Ricca, de 49 anos, ainda é um mistério para a polícia. Ele está desaparecido desde o dia 19 de outubro de 2014, segundo um comunicado divulgado pela família do ator. Giuliano deixou São Paulo de carro e sumiu a caminho do Rio de Janeiro.

André Mello, ex-sócio de Giuliano em uma produtora em São Paulo, conversou com  exclusividade com o R7 e disse que, infelizmente, não se tem nenhuma notícia sobre o amigo.

— O caso está sendo investigado por todos os departamentos da polícia, pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Polícia Federal, Polícia Civil. Acham muito estranho. Dizem que se tivesse acontecido algum crime, já teriam descoberto algum rastro. É um mistério que permanece até hoje.

A hipótese de que o irmão do ator Marco Ricca tenha sido sequestrado foi descartada pela polícia no início das investigações, disse André.

—  Se esta fosse a alternativa, ele apareceria dentro de uma ou duas semanas. A última pista que se tem, é que o carro do Giuliano foi visto passando por um pedágio na Rodovia Presidente Dutra, na altura da cidade de Arujá. Não sabemos quem estava dirigindo, se era o Giuliano ou alguma outra pessoa. 

Os sigilos bancários e telefônico de Giuliano foram quebrados e até o momento nada foi encontrado. Quem está à frente do caso é o próprio ator Marco Ricca, que segundo André, já não tem mais esperanças de encontrar o irmão vivo.

— A família acha que ele morreu, que algum crime aconteceu, algo nesse sentido. Eles adotam uma linha, que eu até respeito, que é de não falar com a imprensa.

Giuliano Ricca

Giuliano Ricca

Reprodução/Facebook

Giuliano era uma pessoa que trabalhava muito, disse André. Estava sempre muito focado em seus projetos relacionados à peças de teatro. Giuliano foi quem trabalhou nos espetáculos Uma Vida no Teatro, com os atores Francisco Cuoco e Ângelo Paes Leme, e Adultérios, com o ator Fábio Assunção.

— Ele era muito ligado no que fazia. Não se permitia parar, descansar. Não tinha nenhum hobby, trabalhava muito. Ele tinha uma namorada na época em que desapareceu. Ela trabalhava com a gente, e ficou “pirada”. Namoravam há mais de dez anos. Até hoje ela não está bem, fica buscando explicações, fica imaginando o que poderia ter acontecido. Ela ainda acredita que pode encontrar Giuliano com vida, ao contrário da família, que tem um pensamento mais radical. Eles até chegam a ficar ofendidos quando alguém fala o contrário.

Em dezembro de 2014, dois meses após o desaparecimento de Giuliano, o ator Marco Ricca soltou um comunicado à imprensa sobre o sumiço do irmão. A família de Ricca pedia qualquer informação que pudesse levar ao paradeiro do produtor cultural.

Post feito por Marco Ricca no Facebook

Post feito por Marco Ricca no Facebook

Reprodução/Facebook

Confira a nota do ator sobre o desaparecimento:

"Eu e minha família estamos passando por um momento muito difícil. Desde o dia 19 de outubro de 2014, meu irmão Giuliano Ricca, produtor cultural, desapareceu enquanto viajava em seu carro CRV Preta, placa EMO 9888, saindo de São Paulo para o Rio de Janeiro, pela Rodovia Presidente Dutra.

Durante todo este tempo contei com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso. A decisão de não divulgar o desaparecimento do Giuliano, até agora, mesmo com indagações por parte da imprensa, foi para não prejudicar o andamento das investigações e nem comprometer o sigilo das informações.

Porém, chegamos a um ponto em que qualquer dado sobre o paradeiro do meu irmão é fundamental para a conclusão do caso. A família agradece o trabalho incansável da Polícia Civil de São Paulo, a solidariedade dos inúmeros amigos e o apoio da imprensa na publicação da foto abaixo. Para informações sobre o Giuliano, por favor, entrar em contato com Centro de Comunicações do DHPP - CECOP, através do telefone (11) 3311-3950 e através dos emails cecop.dhpp@policiacivil.sp.gov.br e sia.dhpp@policiacivil.sp.gov.br

Marco Ricca"

FAMOSOS SE MOBILIZARAM NAS REDES SOCIAIS PARA IR ATRÁS DO IRMÃO DE MARCO RICCA

Assim que o ator soltou o comunicado, diversos famosos se sensibilizaram com o caso. Luana Piovani foi uma que usou as redes sociais para pedir ajuda. "Pode ser um bom dia! Alguma notícia, novidade, liguem! Por favor nos ajudem a encontrar nosso estimado Giuliano. Ele é irmão do ator Marco Ricca e estava vindo de Sampa pro Rio quando desapareceu".

A atriz Camila Pitanga também fez um post no Instagram e contou que Marco estava desesperado: “Giuliano é irmão do ator Marco Ricca. Estava indo de carro para o interior trabalhar e depois do pedágio não foi mais visto...Marco está desesperado pedindo ajuda. Por favor compartilhem!”.

Além delas, Eduardo Sterblitch e Fafá de Belém também se mobilizaram.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa encaminhou ao R7, nesta quarta-feira (10), uma nota sobre o trabalho que está sendo realizado.

O DHPP informa que as investigações do desaparecimento de Giuliano Ricca prosseguem e não vem medindo esforços para encontrar a vítima. O telefone e veículo do desaparecido continuam sendo monitorados.

Pessoas do relacionamento social e familiar de Giuliano foram ouvidas. O monitoramento da polícia verificou que o veículo passou pelo pedágio de Arujá, na Rodovia Dutra, sentido Rio de Janeiro, na noite do dia 19 de outubro de 2014, data que ele deixou sua casa, em Pinheiros, a caminho de Minas Gerais. A polícia sobrevoou as proximidades de estradas que seriam eventuais rotas, mas não tiveram sucesso. Até o momento não foram encontradas ocorrências envolvendo o carro usado na data do desaparecimento.

O Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) realizou o confronto das digitais do desaparecido com os registros digitais colhidos de corpos encontrados, que deram negativo.  A polícia solicitou, ainda, a relação de chamadas da linha usada pelo desaparecido, mas o telefone está desligado desde o dia 21 de outubro de 2014. Foram solicitadas quebras de sigilo telefônico de outras linhas envolvidas com a investigação, mas os estudos das chamadas também não deram positivo. Diversas denúncias anônimas estão sendo checadas.

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