Goleiro Bruno se pronuncia sobre caso Eliza Samudio e nega ser mandante: ‘Meu erro foi…’
Ex-atleta admite omissão e cita envolvimento de facção criminosa O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos de prisão pela morte...

O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, voltou a abordar o caso em uma recente participação no “Geral Podcast”. Durante a entrevista, Bruno negou veementemente ser o mandante do crime que vitimou a modelo em julho de 2010, na cidade de Vespasiano, Minas Gerais. Contudo, o ex-atleta admitiu ter sido “omisso” diante dos fatos e mencionou o suposto envolvimento de uma facção criminosa na complexa trama.
A morte de Eliza Samudio, que chocou o país, ocorreu em um período em que, segundo Bruno, ele já não mantinha diálogo com a modelo. Ele relatou que Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como “Macarrão”, era quem administrava seus assuntos pessoais e resolvia questões relacionadas a Eliza. Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e ocultação de cadáver, em um processo que também resultou na condenação de Bruno.
Durante o bate-papo no podcast, Bruno relembrou um depoimento prestado às autoridades, onde já havia diferenciado sua participação. “Eu até falei no meu júri quando o juiz me perguntou: ‘Você mandou fazer isso?’. Eu falo ‘Não’. ‘Mas você sabia?’. Eu sabia, mas eu não mandei. Eu fui omisso. O meu erro na situação foi ter sido omisso”, declarou o ex-goleiro, reforçando a ideia de que tinha conhecimento dos acontecimentos, mas não os orquestrou diretamente.
Ainda em sua fala, Bruno ponderou sobre a gravidade de sua omissão, afirmando que isso não o torna inocente, mas também não o posiciona como o principal algoz. “Isso faz de mim uma pessoa inocente? Não. Eu nunca falei que eu sou inocente, mas eu também não sou o demônio da parada”, disse ele. Em um ponto crucial de seu relato, o ex-jogador mencionou a existência de um problema maior, que envolveria grupos criminosos. “Eu tive que segurar um problema muito grande, porque a situação envolve facção. Envolve pessoas que vão além do que vocês imaginam”, completou.
Ao final de sua participação, Bruno Fernandes expressou o desejo de ter uma nova oportunidade para se reconectar com seu filho, Bruninho, que tinha apenas três meses de idade na época do crime. O ex-goleiro manifestou a esperança de que, em um momento oportuno, Bruninho lhe conceda a chance de um esclarecimento. “É ele que precisa saber desse esclarecimento. Só ele, mais ninguém”, concluiu Bruno, indicando que a verdade completa sobre os fatos seria destinada exclusivamente ao seu filho.














