Famosos e TV Miguel Thiré presta homenagem ao pai: 'Saudade que corrói'

Miguel Thiré presta homenagem ao pai: 'Saudade que corrói'

Cecil Thiré morreu na sexta-feira (9) e apareceu em cfotos de infância do filho, que escreveu uma longa carta para se despedir do ator

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Miguel Thiré presta homenagem ao pai

Miguel Thiré presta homenagem ao pai

Reprodução/Instagram

Cecil Thiré foi homenageado pelo filho Miguel Thiré e a publicação viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (12). O ator, que morreu enquanto dormia na sexta-feira (9), tinha 77 anos e sofria de mal de Parkinson.

Miguel usou a web para escrever uma longa carta ao pai. Nela, ele dizia "sentir uma saudade que corrói o peito".

"Teve difícil vê-lo nos últimos anos, e eu me mudei para longe, para Lisboa. Sobre isso conversamos, dissemos tudo que tínhamos pra dizer. Eu tenho uma saudade que corrói meu peito desse pai das fotos, que me ensinou a cavalgar e que disse “Ouve as opiniões mas pense sempre com sua cabeça”- Ou - Pai, posso subir naquele caminhão? (era alto), ao que ele respondia 'subir pode, só não pode é cair! Se você cair vou ficar muito chateado' E pronto lá estava um pai sabendo ensinar-me a cuidar de mim", falou Miguel.

Ao continuar com a analogia, o filho do diretor comentou sobre os irmãos: "Eu subi naquele caminhão e não caí porque tomei um cuidado do ca***. Hoje subo meus caminhões por aí. Acabei de estrear como diretor uma experiência imersiva chamada “Alice, o outro lado da historia”. E foi muito difícil fazer aquilo, e eu tive que cuidar muito para não cair desse caminhão gigante, e queria muito que ele tivesse visto o resultado. Acho que a partir de hoje ele vai ver. Mas de tudo, o que mais forte fica é o amor e união de seus 4 filhos que passaram, cada um da sua maneira , esses últimos anos dele a cuidar."

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E ele se foi ontem. Meu pai. Cecil Thiré, Cecíl Dirreis, seu Cecil, o grande ator, o premiado diretor de teatro, o careca da televisão, o amado e celebrado professor de interpretação da Cal, o que me levava ao Sítio todo o final de semana e cozinhava enquanto jogávamos bola de gude entre seus pés. Não estou falando só de um pai, mas de um mestre, para muitos e para mim. Quantas aulas de interpretação tive ao final de minhas peças ou cenas de novela. E quantos elogios carinhosos e críticas construtivas. Sabia dizer o que eu tinha pensado em cena, e, que se tivesse posto o foco na contracena, como resultaria melhor. E fazia um bacalhau como ninguém. E cismava que iriamos fazer sushi de Truta, e nós fazíamos. Teve difícil vê-lo nos últimos anos, e eu me mudei para longe, para Lisboa. Sobre isso conversamos, dissemos tudo que tínhamos pra dizer. Eu tenho uma saudade que corrói meu peito desse pai das fotos, que me ensinou a cavalgar e que disse “Ouve as opiniões mas pense sempre com sua cabeça”- Ou - Pai, posso subir naquele caminhão? (era alto), ao que ele respondia “subir pode, só não pode é cair! Se você cair vou ficar muito chateado” E pronto lá estava um pai sabendo ensinar-me a cuidar de mim. Eu subi naquele caminhão e não caí porque tomei um cuidado do caralho. Hoje subo meus caminhões por aí. Acabei de estrear como diretor uma experiência imersiva chamada “Alice, o outro lado da historia”. E foi muito difícil fazer aquilo, e eu tive que cuidar muito para não cair desse caminhão gigante, e queria muito que ele tivesse visto o resultado. Acho que a partir de hoje ele vai ver. Mas de tudo, o que mais forte fica é o amor e união de seus 4 filhos que passaram, cada um da sua maneira , esses últimos anos dele a cuidar. Sou muito grato aos meus irmãos, e sou , mesmo, muito grato ao meu pai. Que belo pai que tive.

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A estreia no cinema de Cecil aconteceu aos 9 anos no papel de Tico-Tico no Fubá. Além disso, ele também atuou em mais 20 filmes e chegou a ser assistente de diretação até se tornar diretor em 1971.

Quatro anos mais tarde, Cecil ganhou o Prêmio Molière pela direção de A Noite dos Campeões e, em 1984, tornou-se professor de interpretação.

O diretor e ator tinha quatro filhos: Luísa, Carlos, Miguel e João Cavalcanti. Além de dois netos: Vitor Fávero e Juliana Fávaro.

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