Famosos e TV MPF pede prisão de Sikêra Jr. e aplicação de multa por crime de racismo

MPF pede prisão de Sikêra Jr. e aplicação de multa por crime de racismo

Em 2018, o apresentador fez uma declaração considerada preconceituosa e agressiva durante um programa de TV

Agência Estado - Política
Resumindo a Notícia
  • MPF pediu a prisão de Sikêra Jr.

  • Ação diz que o apresentador extrapolou os limites da liberdade de expressão

  • Em 2018, ele deu declarações consideradas preconceituosas e ofensivas

  • Sikêra se referiu a uma mulher como "vagabunda", "preguiçosa" e "venta de jumenta"

MPF pede prisão de Sikêra Jr.

MPF pede prisão de Sikêra Jr.

Reprodução/RedeTV!

Em ação protocolada no dia 30 de janeiro, o MPF (Ministério Público Federal) pediu a prisão de Sikêra Jr., além da aplicação de uma multa, por crime de racismo. A denúncia é referente a uma declaração que o apresentador fez enquanto estava à frente do programa Cidade em Ação, na TV Arapuã, em 5 de junho de 2018.

Os comentários racistas foram feitos contra uma mulher e, conforme consta no documento do MPF, em tom agressivo e com ofensas raciais, ao vivo, durante o programa. O apresentador se referiu a ela usando termos como "vagabunda", "preguiçosa" e "venta de jumenta", além de, em inúmeras vezes, a chamar de "sebosa".

Ainda na ação, é ressaltado que a conduta de Sikêra "extrapola os limites da liberdade de expressão, pois incita, inflama e propaga dolosamente discurso de ódio com atos de discriminação por gênero, preconceito, exclusão e estigmatização da coletividade feminina, violentando acima de tudo a dignidade da pessoa humana".

O órgão entendeu que o comportamento do apresentador se enquadrada na Lei 7.716/89, artigo 20, alegando que ele praticou discriminação e preconceito racial de gênero por intermédio dos meios de comunicação social, cuja pena é de reclusão de dois a cinco anos e multa. Além da multa, o MPF pede a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos à vítima, incluindo danos morais coletivos.

Defesa

Por meio do Instagram, Sikêra apenas publicou prints da notícia, sem se manifestar. O advogado Rannieri Lopes disse em um postagem na rede social que "o suposto crime de racismo só existe no imaginário do Ministério Público. A falta de tipicidade impede a materialização da denúncia", escreveu.

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