Giulia Costa revela diagnóstico de dermatilomania e conscientiza sobre o transtorno
Filha de Flávia Alessandra aborda transtorno de escoriação e seus impactos.
Vanity Brasil|Do R7

A atriz Giulia Costa, filha de Flávia Alessandra, revelou recentemente ter sido diagnosticada com dermatilomania, um transtorno psicológico que leva à compulsão de cutucar, apertar ou machucar repetidamente a própria pele. A divulgação da condição pela artista ganhou significativa visibilidade nas redes sociais, colocando em destaque a importância da conscientização sobre a saúde mental e os transtornos de escoriação.
Conhecida também como transtorno de escoriação, a dermatilomania é caracterizada por um padrão recorrente e incontrolável de cutucar a pele, resultando em lesões visíveis, mesmo após diversas tentativas de cessar o comportamento. Este ciclo vicioso é frequentemente desencadeado por sensações de tensão ou ansiedade, ou pela percepção de supostas “imperfeições” cutâneas, culminando em um alívio momentâneo que, paradoxalmente, reforça a continuidade do hábito.
Os impactos da dermatilomania estendem-se para além das lesões físicas, que podem incluir feridas, manchas e, em casos mais graves, infecções. O transtorno afeta profundamente o bem-estar emocional do indivíduo, gerando sentimentos de vergonha, culpa e uma acentuada baixa autoestima. Não é incomum que pessoas vivenciando a condição passem a evitar situações sociais, se recusem a usar determinadas peças de roupa ou restrinjam sua exposição pública devido às marcas evidentes no corpo ou no rosto.
A boa notícia é que existe tratamento para a dermatilomania. Segundo a psicóloga Alice Araujo, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, é fundamental compreender que “a dermatilomania não é escolha nem falta de força de vontade. É um comportamento ligado a fatores emocionais e que precisa de tratamento”. A psicoterapia emerge como uma ferramenta crucial, auxiliando os pacientes a identificar os gatilhos que precipitam o impulso, a desenvolver estratégias eficazes para controlá-lo e a modificar padrões de pensamento e comportamento prejudiciais. Em situações específicas, o tratamento pode ser complementado com acompanhamento psiquiátrico e dermatológico, visando uma abordagem integral.
O diálogo aberto sobre transtornos como a dermatilomania é essencial para desconstruir estigmas, demonstrando que condições emocionais podem afetar qualquer indivíduo e que buscar apoio é um passo vital para o autocuidado. Ao compartilhar sua própria jornada, Giulia Costa contribui significativamente para ampliar a conscientização pública e encorajar outras pessoas que enfrentam o transtorno a buscar auxílio profissional. O tratamento adequado representa uma oportunidade de promover mudanças substanciais tanto na vida emocional quanto na saúde física dos afetados.













