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Bom Gosto relembra sucesso de 'Patricinha De Olho Azul' e revela: 'Quase não gravamos essa música'

O vocalista da banda, Mug, conversou com o R7 sobre a trajetória da banda, que completa 25 anos, e futuros projetos

Música|Gabrielle Pedro, Do R7


Flávio Regis, André Neguinho, Mug Aragão, Fernando Macaé e Fábio Beça (da esquerda p/ direita)
Flávio Regis, André Neguinho, Mug Aragão, Fernando Macaé e Fábio Beça (da esquerda p/ direita)

Com 25 anos de carreira recém-completados, Bom Gosto ainda contempla o sucesso conquistado com Patricinha De Olho Azul. Ao R7, Mug, um dos vocalistas do grupo de pagode composto por cinco integrantes, relembrou o início da carreira e falou sobre o gosto da banda de retratar músicas que representem as origens.

"Quase que a gente não gravou Patricinha De Olho Azul. Quando ela chegou até a gente, gostamos logo de cara, mas eu não estava conseguindo interpretar direito a música porque não sou do rap e não estava conseguindo me encontrar. Depois, consegui achar minha maneira de cantar e entrou no DVD", contou Mug.

O artista relembrou como foi para o grupo ver a canção disparar nos números de visualizações no YouTube. "Eu estava muito fissurado nos nossos números. A Casa Caiu era a primeira música do álbum e estava com muitas visualizações. A segunda era Conta Comigo e também estava indo muito bem, mas, de repente, Patricinha começou a correr por fora e ultrapassou todas, tanto que não entendemos o que estava acontecendo. Hoje, eu acho engraçado pensar que a música quase não entrou no projeto."

Composto por Evandro Mendes, o hit de maior sucesso do grupo conta a história de uma mulher branca, de olhos azuis, de classe média alta, e moradora da Zona Sul do Rio de Janeiro, que se apaixona por um homem preto, pobre e da favela. Essa representação do constaste social está entre os temas que o Bom Gosto gosta de falar.

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Em julho, o grupo lançou Trabalhada na Ladeira, que fala da beleza das mulheres do morro que mantém a saúde física sem exercícios mirabolantes, apenas subindo e descendo as ladeiras das favelas. A canção, composta por Mug, Pretinho da Serrinha e Leandro Fab, mostra, mais uma vez, o viés que a banda gosta de seguir: músicas que falem sobre suas origens e vivências.

"Com mais ou menos cinco anos de carreira, começamos a fazer muitos shows e entrar numa fase de tocar muito o que agrada o público, mas que, muitas vezes, não faziam parte do nosso repertório. Fomos perdendo o prazer de tocar porque os donos das casas de shows se metiam muito. Decidimos achar um espaço que fosse nosso para fazer rodas de samba com repertório que tivesse a nossa cara. Isso foi a virada de chave da nossa carreira, foi a partir daí que as coisas começaram a dar certo", disse.

Mug contou que os últimos dois anos de pandemia não foram fáceis, mas que agora ele e os músicos estão se reerguendo e planejam novos projetos para 2023. "Para o próximo ano, já queremos gravar um novo projeto ainda no primeiro semestre e queremos que seja fora do Rio de Janeiro. Ainda não decidimos onde será, mas estamos entre Belo Horizonte e Brasília. Esse ano, gravamos em janeiro no Cacique de Ramos e em setembro lançamos Me Deixa Beber, a última música deste projeto. Agora, já estamos trabalhando e selecionando o repertório para o ano que vem."

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