O que se sabe sobre a nova investigação da morte de Kurt Cobain
Grupo independente de cientistas forenses acredita que o vocalista do Nirvana pode ter sido vítima de homicídio
Música|Do R7
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Desde 1994, a morte de Kurt Cobain vem sendo tratada como suicídio causado por um ferimento autoinfligido por arma de fogo. No entanto, um grupo independente de cientistas forenses analisaram a autópsia do vocalista do Nirvana e materiais da cena do crime, sugerindo que o músico pode ter sido vítima de homicídio.
Em entrevista ao jornal Daily Mail, Michelle Wilkins, uma das pesquisadoras da equipe, afirmou que a conclusão foi resultado de uma análise exaustiva da autópsia. Para ela, há sinais inconsistentes com uma morte instantânea por arma de fogo.
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A nova investigação sugere que o autor do crime forçou o vocalista do Nirvana a uma overdose de heroína e, em seguida, atirou em sua cabeça, deixando a arma nos braços da vítima. O criminoso também teria escrito uma carta de suicídio falsa.
“Há coisas na autópsia que nos fazem pensar: ‘Espere aí, essa pessoa não morreu tão rapidamente por causa de um tiro’”, disse a especialista. “A necrose do cérebro e do fígado ocorre em uma overdose. Não ocorre em uma morte por espingarda.”
Os cientistas forenses também afirmam que a cena do crime parecia “montada”. As mangas da camisa do músico estavam arregaçados e o kit de heroína a metros de distância, com seringas tampadas e cotonetes organizados. Além disso, as munições estavam enfileiradas e o recibo da compra guardado em seu bolso.
“Supõe-se que devamos acreditar que ele fechou as agulhas e colocou tudo de volta em ordem depois de se injetar três vezes, porque é isso que alguém faz enquanto está morrendo. Suicídios são complicados, e esta foi uma cena muito limpa”, opinou Michelle.
Um porta-voz do Gabinete do Médico Legista disse ao jornal que as autoridades realizaram uma autópsia completa e seguiram todos os procedimentos até a conclusão de morte por ferimento autoinfligido. Ele também afirmou que o escritório está aberto a rever as conclusões caso surjam novas evidências. No entanto, não encontraram nada que justifique a reabertura do caso.
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