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Regravação de '1989' pode ser a mais bem-sucedida de Taylor Swift até o momento

LP fez muito sucesso quando lançado, em 2014, e este ano a cantora tem apresentado as músicas dele na 'Eras Tour', que vem quebrando recordes 

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Taylor faz primeiro show no Brasil nesta sexta (17)
Taylor faz primeiro show no Brasil nesta sexta (17) Taylor faz primeiro show no Brasil nesta sexta (17)

O álbum 1989, de Taylor Swift, está há meses nos 20 primeiros lugares da lista de discos da Billboard. Repleto de alguns dos maiores sucessos da cantora, como Shake It Off e Blank Space, o LP fez muito sucesso quando lançado, em 2014, e este ano Swift tem apresentado as músicas dele em sua turnê Eras Tour, que vem quebrando recordes — a cantora faz show no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (17), neste sábado (18) e domingo (19), e em São Paulo nos dias 24, 25 e 26 de novembro.

Mas é muito provável que 1989 esteja prestes a cair significativamente nas paradas. Isso porque Swift lançou 1989 (Taylor's Version), a última parte de seu ambicioso e bem-sucedido projeto de regravação de seus seis primeiros álbuns de estúdio. A iniciativa, que começou há alguns anos como uma tentativa de recuperar sua música — e talvez se vingar —, depois que sua antiga gravadora foi vendida, transformou-se em um grande sucesso, com consequências negativas para as gravações originais.

O álbum 1989 foi a quarta regravação de Swift, e cada uma delas estreou em primeiro lugar, com números crescentes. No início de 2021, Fearless começou com o equivalente a 291 mil vendas nos Estados Unidos. Red, impulsionado pela música All Too Well em uma versão vibrante e estendida de dez minutos, teve 605 mil, ainda no mesmo ano. Speak Now foi lançado em julho e começou com 716 mil vendas, incluindo notáveis 268.500 cópias vendidas em vinil.

Cada uma das regravações ganhou uma embalagem luxuosa, uma variedade de edições coloridas de vinil e um anexo extenso de faixas extras, que forneceram aos fãs muito material para discutir e decifrar – além de oportunidades para comprar produtos temáticos. Entre os itens que Swift disponibilizou em sua loja on-line, há um suéter decorado com gaivotas (semelhante à imagem da capa do novo álbum), por U$ 74,89, e um dispositivo semelhante a um antigo View-Master, por U$ 19,89.

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O sucesso que 1989 pode alcançar é uma incógnita, e sua gravadora, a Republic Records, não quis fazer projeções. Mas, diante da trajetória das regravações anteriores, da duradoura popularidade das músicas no álbum original e da presença dominante de Swift na cultura popular este ano — só nas últimas semanas, ela lançou um filme de sucesso sobre sua turnê, chegou ao primeiro lugar com uma canção de quatro anos atrás e quase ofuscou a NFL por causa de sua relação com Travis Kelce, do Kansas City Chiefs —, a indústria da música se prepara para uma estreia monstruosa, mesmo num ano em que Morgan Wallen, Drake, Olivia Rodrigo e Travis Scott lançaram grandes álbuns.

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Swift vem intensificando o interesse por 1989 (Taylor's Version) desde que o anunciou, em agosto, em parceria com o Google, com um quebra-cabeça on-line para revelar dicas sobre as músicas inéditas do álbum. Como era de esperar, o site do jogo ficou sobrecarregado em questão de horas.

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Quando Swift falou pela primeira vez sobre sua intenção de regravar seus álbuns, no verão setentrional de 2019 — logo depois que o empresário musical Scooter Braun comprou a Big Machine, a gravadora original de Swift, por pouco mais de U$ 300 milhões —, o mundo da música ficou perplexo; a maioria das tentativas anteriores de regravações fizera pouco sucesso. Quando, porém, a nova versão de Fearless foi lançada — naquela época, Braun já tinha vendido os direitos de gravação de Swift para uma empresa de investimentos, a Shamrock Capital —, ela se tornou mais uma demonstração da habilidade de Swift em mobilizar seus fãs. "Quando o processo de regravação começou com ela, havia uma curiosidade, porque ninguém sabia realmente no que poderia resultar. Mas tudo se transformou em um fenômeno por si só", disse Keith Caulfield, diretor-executivo de classificações e dados da Billboard.

A turnê mundial de Swift, que tem lotado estádios desde março e tem perspectiva de faturar mais de U$ 1 bilhão em ingressos até terminar no próximo ano, vem impulsionando seu catálogo como um todo. Pelo menos dez de seus álbuns, incluindo os originais, estiveram na Billboard 200, a principal lista de álbuns da revista, em vários momentos do ano.

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Mas, a cada lançamento de um dos álbuns regravados de Swift, a versão original leva prejuízo. No ano seguinte ao lançamento de Fearless (Taylor's Version), as vendas do original caíram 20% nos Estados Unidos, segundo o Luminate, serviço de rastreamento que fornece dados para as listas da Billboard. O original de Red caiu cerca de 45%. Nenhum dos dois está na Billboard 200 desde 2021.

Pode ser também que Swift ganhe mais dinheiro com suas novas gravações do que com as antigas, graças a um acordo que negociou com a Universal Music, a empresa que controla a Republic, que lhe concedeu os direitos de propriedade de suas gravações.

Até a data do lançamento de 1989, a cantora não parou de promovê-lo nas redes sociais. Na semana passada, compartilhou uma imagem de uma letra manuscrita, que os fãs interpretaram como parte de uma faixa inédita. Caminhões cheios de cópias do novo álbum, em vinil e CD, têm chegado às lojas físicas.

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Até mesmo as lojas de discos independentes estão preparadas para lucrar com o novo 1989, como foi o caso com todos os lançamentos recentes de Swift. Carl Mello, da Newbury Comics, rede de lojas de música e colecionáveis que tem 30 unidades no nordeste dos Estados Unidos, informou que alguns dos álbuns anteriores de Swift não estavam nas lojas no dia do lançamento por causa de problemas na cadeia de abastecimento. Mas esses problemas foram resolvidos, e a rede se preparou para receber quase 1.600 cópias para venda. "Estou na Newbury Comics há mais de 30 anos e nunca vi ninguém ocupar tantas posições em nossa lista dos 40 melhores álbuns de vinil ao mesmo tempo, constantemente, durante meses e meses", disse Mello, acrescentando: "Não me surpreenderia se Taylor Swift representasse 15% de nossas vendas de vinil. É algo extraordinário."

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