Tenho Mais Discos Que Amigos Hackers têm lucrado uma baita grana no Spotify se passando por artistas

Hackers têm lucrado uma baita grana no Spotify se passando por artistas

Colocando discos "falsos" sob codinomes de artistas conhecidos, fraudadores conseguem até 60 mil dólares pelas plataformas de streaming

Colocando discos "falsos" sob codinomes de artistas conhecidos, fraudadores conseguem até 60 mil dólares pelas plataformas de streaming

Um problema bem sério tem tirado o sono de gravadoras, artistas e plataformas como o Spotify e a Apple Music. De acordo com um artigo recente da Pitchfork (via CoS), hackers e fraudadores têm conseguido ganhar uma baita grana se passando por grandes artistas. O esquema é complexo e até bastante esperto, já que estas pessoas não usam, de fato, os nomes do cantores. Em Março deste ano, por exemplo, um álbum chamado Angel surgiu no Spotify sob o nome de Fenty Fantasia -- o trabalho contava com b-sides e versões inéditas de músicas da Rihanna. Este 'atalho' fez com que os fãs acreditassem se tratar de um novo projeto, onde a artista estaria usando um codinome. O mesmo aconteceu com Beyoncé (como Queen Carter) e SZA (como Sister Solana). Os discos ficam por pouco tempo no ar, mas isso já é suficiente para que gerem receita, já que ganharam diversas reproduções. Essa receita, é claro, não vai parar nas mãos dos artistas. Estes hackers usam empresas de distribuição independentes, como a DistroKid e a TuneCore, como meio para realizar o upload dos álbuns. Um destes fraudadores conseguiu, dessa forma, mais de 60 mil dólares com lançamentos falsos de Playboi Carti e Lil Uzi Vert. Enquanto afirmam estarem buscando uma forma de impedir estes golpes, as empresas não parecem ter chegado tão longe no assunto.