Vagalume Estreando turnê comemorativa, Paulinho da Viola mostra seu passado pensando no futuro

Estreando turnê comemorativa, Paulinho da Viola mostra seu passado pensando no futuro

Sem lançar um álbum desde 1996, cantor relembrou sucessos e indicou que um novo trabalho está nos planos

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Crédito foto: @dantas_foto_musica

Paulinho da Viola é daqueles artistas cuja "melhor idade" lhe caiu bem. Como desde moço sua maior preocupação sempre foi a de preservar uma linhagem musical mais do que revolucioná-la, sua carreira pôde seguir tranquilamente em uma linha contínua, ainda que uma ou outra onda mais violenta tenha balançado o seu barco aqui e acolá.

Desta forma, vê-lo agora, com oito décadas de vida, não é muito diferente de tê-lo vista há 20, 30 ou 40 anos. A voz, sempre contida e inegavelmente bela, está intacta, o time de músicos é de primeira e a produção é eficiente.

O notório portelense estreou sábado (4) seu show novo show em um Vibra São Paulo, literalmente, lotado. Em uma apresentação simples, concisa e deliciosa, o cantor e compositor desfilou sucessos e algumas surpresas nessa turnê que celebra seus 80 anos, completados no ano passado.

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Com 20 músicas no roteiro, Paulinho começa sozinho batucando em uma caixa de fósforos a nova "Ele", que é seguida de "Samba Original" (composta por Elton Medeiros e Zé Kéti e uma de suas primeira gravações) e emenda com Eu Canto Samba", destaque maior de seu álbum de 1989 e quando a banda finalmente entra em sua totalidade.

Vem então a primeira conversa com a plateia. Com a voz sussurante, o compositor avisa que a música que abriu o show ainda não foi gravada mas que ele espera fazer isso o quanto antes. Será que finalmente ele está pronto para gravar o sucessor de "Bebadosamba"? Lançado em 1996 este foi seu último trabalho de material inédito e a espera por um trabalho novo só aumentou desde então.

O espetáculo prossegue em uma mistura animada de canções de próprio punho, homenagens a gigantes do samba e histórias que sempre divertem. Ele entra em seu ponto de fervura a partir do terceiro bloco, quando os clássicos começam a ser empilhados. Nervos de Aço" (de Lupicínio Rodrigues), uma arrepiante Sinal Fechado", Dança da Solidão", Pecado Capital", Coração Leviano" são tocadas quase que sem tempo para respiro e servem para mostrar a enorme dimensão desta obra única dentro da música brasileira.
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O show termina com as "recentes" (que já nasceram clássicas) Bebadosamba" e "Timoneiro" , quando a banda tem uma rara chance de tocar com mais força.

O bis tem a inesperada Prisma Luminoso" e, claro, Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida". Há ainda uma rápida homenagem ao artistas que agora se prepara para levar o mesmo show, que já sai como bom concorrente a destaque de 2023, para outras praças (confora aqui as próximas datas).

Veja o setlist:
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Fonte: Vagalume
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