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“Ele falou comigo sem usar palavras”, diz diretora que filmou história de superação de roteirista com paralisia cerebral

Ariela Alush está no Brasil para participar da 7º edição do festival “Assim Vivemos”

Pop|Marta Santos, do R7

A 7ª edição do festival “Assim Vivemos” traz ao Brasil 33 filmes que retratam e debatem a situação da pessoa com deficiência em 20 países diferentes. Entre as histórias contadas, está a do jovem roteirista Eldar Yusopov, que superou as dificuldades de ter paralisia cerebral para seguir a profissão. A diretora do documentário, Ariela Alush, e Yusopov estudavam juntos no curso de televisão e filme da Universidade de Tel Aviv, em Israel.

— Ele falou comigo sem usar palavras. Ele tinha algo nos olhos que eu não sei explicar. Andava sempre com um sorriso nos lábios. Eu imaginava que ele tinha algo muito importante a dizer, porque estava lutando para estar na faculdade.

Assim começou a surgir o documentário Independente, que narra a emocionante história de Yusopov. Nascido no Uzbequistão, o jovem teve paralisia cerebral após complicações na hora do parto terem feito com que seu pai se deparasse com uma difícil escolha: salvar a vida da mulher ou do filho. O pai resolve pela vida da mulher e Yusopov nasce morto.

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Contrariando todas as previsões médicas, o menino volta a viver, mas com paralisia cerebral. Ele não consegue falar nem segurar uma caneca, mas escreve roteiros de filmes com apenas um dedo e interpreta o personagem principal do filme. Apesar do talento do jovem, seus pais não permitem que ele viva sozinho e, na sua busca por independência, ele tem que provar para si mesmo e para a família que pode ter uma vida normal.

— Às vezes, as pessoas o veem apenas como uma pessoa com deficiência e deixam de perceber o quão talentoso ele é e que ele tem uma alma linda. A maior lição que eu tirei desse trabalho foi de correr atrás do meu sonho e nunca desistir, como ele faz.


A documentarista também decidiu trabalhar com a inclusão de pessoas com deficiência porque teve que se recuperar de um incidente grave. Em 2004, ela estava de férias com dois amigos na Península do Sinai, no Egito, e foi vítima de um ataque terrorista com carro-bomba. Ela sofreu diversas fraturas, incluindo estilhaços que atingiram seu ouvido e fizeram com que ela tivesse que passar por cirurgias e dois anos de reabilitação, tudo isso com ajuda de Simon Farbsteinfrom, da organização Tikvot, que ajuda vítimas de terrorismo a superarem seus traumas.

— Se uma pessoa tem dificuldade de se comunicar, seja por qualquer motivo, nós deveríamos prestar mais atenção ainda e tentar ouvi-las.


Festival

Além de exibir filmes nacionais e internacionais inéditos, o festival tem o objetivo de promover uma discussão estética cinematográfica, que acrescenta muito na formação cultural de um público diversificado. São filmes que trazem a pessoa com deficiência para a cena principal e, por meio da arte, quebram os preconceitos, conferindo à questão outra dimensão.

Inéditos no País, os filmes — documentário, animação e ficção — foram produzidos entre 2012 e 2015 e têm como protagonistas, em sua maioria, pessoas com deficiência: com autismo, síndrome de Down, deficiência intelectual, visual, auditiva e deficiência física.

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Entre os temas, histórias como a do grupo internacional de dança que ensaia uma coreografia com um grupo formado por pessoas com e sem deficiência; dos atores de uma companhia de teatro em que todos têm síndrome de Down e do jovem de 16 anos, que tem apenas um braço, é o nadador mais veloz do mundo em sua categoria e está confirmado para os Jogos Paralímpicos do Rio.

Serviço

7º edição do festival “Assim Vivemos”

Centro Cultural Banco do Brasil

CCBB – Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília

Rio de Janeiro: 5 de agosto a 17 de setembro – CCBB – Rua Primeiro de Março, 66 - Centro

São Paulo: 23 de setembro a 5 de outubro – CCBB – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Brasília: de 2 a 14 de março de 2016 – CCBB - SCES, Trecho 2

Entrada gratuita

Portadores de deficiência física também contam com garantia de acessibilidade.

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