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Chef de cozinha comenta polêmica da carne folheada a ouro: 'Não tem sabor, é apenas pelo show'

Guga Rocha deu detalhes sobre o prato avaliado em R$ 3.000 consumido por jogadores da seleção brasileira de futebol

R7 Receitas|Felipe Gladiador, do R7

Guga Rocha opinou sobre a polêmica da carne folheada a ouro
Guga Rocha opinou sobre a polêmica da carne folheada a ouro Guga Rocha opinou sobre a polêmica da carne folheada a ouro

Um dos assuntos mais comentados desta semana é, sem dúvida, a carne folheada a ouro consumida por jogadores da seleção brasileira de futebol, que estão no Catar para disputar a Copa do Mundo

O prato, avaliado em cerca de R$ 3.000, dividiu opiniões nas redes sociais, com alguns internautas que criticaram o luxo e outros que defenderam os atletas. 

Muita gente quis saber qual é o sabor do ouro, se ele muda alguma coisa nas receitas e até os motivos para o prato ter um valor tão elevado.

O R7 conversou com o chef Guga Rocha, que comentou a polêmica e esclareceu diversas dúvidas sobre o assunto. 

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Logo de cara, o profissional explicou que o ouro não altera o gosto da comida: "Não muda absolutamente nada no sabor, porque ele não tem sabor. E o organismo humano não absorve, então ele não tem nenhuma propriedade nutricional. É apenas para o show, para mostrar, para fazer uma apresentação diferente e para ostentar, obviamente".

Guga também revelou a origem do ouro usado nas receitas: "São folhas de ouro fino. É ouro mesmo, bem fininho. É usado para restauração, decoração e gastronomia. É vendido em diferentes lugares, em casas de confeitaria você consegue encontrar, ou até pela internet". 

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O chef ainda brincou ao responder se o ouro pode causar algum problema: "Consumir esse produto pode, sim, trazer problemas, principalmente financeiros, mas de saúde, não [risos]. Não faz nenhum mal ao organismo, ele entra e sai da mesma forma". 

O valor elevado do prato consumido pela seleção brasileira vai além de apenas o preço do ouro, segundo Guga: "A carne que eles servem lá é uma carne cara. Todos os outros preços do luxo da casa estão incluídos no valor do prato. Quando você paga R$ 3.000, não é só pelo preço da carne propriamente dita. Você paga também pelo valor do imóvel, do serviço, do tipo de prato, do nome do chef, da folha de ouro. O valor de um prato não está apenas no custo dos ingredientes, mas sim no custo de tudo o que envolve o restaurante".

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Se você ficou com vontade de experimentar essa iguaria, o chef diz que é possível recriar o prato por um valor mais acessível: "Para as pessoas fazerem em casa, dá para ser num preço muito mais barato que R$ 3.000, mas é preciso ter em vista que as folhas de ouro não são baratas". Na internet, é possível encontrar uma folha de ouro de 4 cm por R$ 9,99. Em outros kits, com mais folhas e tamanhos maiores, os valores variam de R$ 69 até R$ 999. 

Com grande experiência em gastronomia, o chef já viajou para mais de 45 países e comeu pratos feitos por outros chefs renomados. Ele opinou que não vê tanta graça em consumir ouro nas receitas: "Eu já comi ouro de várias formas. Em restaurantes de alta gastronomia, geralmente se serve não só com carne, mas também com frutos do mar, e em sobremesas é muito clássico ter o ouro como decoração. É bonito, mas é um pouco de ostentação demais. Em outras épocas tinha lógica, mas hoje, principalmente da forma que está nosso país, eu acho um pouco desnecessário". 

Quando se trata de pratos caros, Guga revelou que já comeu de salmão selvagem do Alasca, a convite do governo do local, a vieiras caríssimas em uma ilha perto da Groenlândia, mas diz que não troca um prato bem brasileiro por nada disso: "Vou falar para você, eu sou uma pessoa de gostos muito simples. Poucas coisas na vida substituem um bom arroz com feijão e uma picanha".

O chef finaliza o papo opinando também sobre a polêmica que dividiu as redes sociais: "Antes de a gente julgar, precisamos pensar que cada um escolhe o que quer. Eles têm dinheiro para pagar, então eles vão lá e fazem. Eu não faria, eu não consumiria. Acho que a gente tem que valorizar muito o churrasco brasileiro, o churrasqueiro brasileiro e a carne do Brasil, mas cada um, cada um".

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