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Como a guerra da Ucrânia está transformando cães domésticos em ‘animais selvagens’

Estudo sugere que os pets estão se adaptando ao cenário, ficando parecidos com lobos, coiotes e dingos

RPet|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra na Ucrânia está fazendo com que cães domésticos desenvolvam características selvagens.
  • Um estudo observou 763 cães e notou mudanças físicas, como focinhos mais longos e corpos mais magros nas zonas de conflito.
  • Os cães estão formando grupos, semelhante a alcateias, e adaptando-se para sobreviver em condições extremas.
  • Muitos animais foram abandonados ou ficaram independentes de humanos devido ao confronto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cientistas observaram que os cães da linha de frente da guerra costumam viver em grupo Pexels

Um estudo publicado na revista Evolutionary revelou que a guerra na Ucrânia está afetando não só os cidadãos, mas também os cães. Segundo cientistas, os animais de estimação estão adotando características selvagens, ficando parecidos com lobos, coiotes ou dingos.

A pesquisa coletou dados de 763 cachorros em diversas regiões do país e observou que, na linha de frente, os animais raramente têm focinhos curtos e orelhas caídas. Além disso, eles estão mais magros do que o comum.


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Outras características que chamaram atenção dos cientistas nas zonas de conflito foram que os cães costumam ser jovens, saudáveis e não apresentam tantos ferimentos como em outras regiões. O estudo também observou que eles costumam viver em grupo, como uma alcateia.

“A guerra funciona como um filtro poderoso, favorecendo características que melhoram a sobrevivência em condições extremas”, explicou Małgorzata Witek, uma das autoras do estudo, em entrevista ao jornal The New York Times.


Ou seja, os animais estão se adaptando rapidamente ao cenário de guerra por sobrevivência. Um cachorro com menos massa muscular, por exemplo, teria facilidade em se locomover discretamente e se esconder em espaços pequenos.

Alguns dos cães também mostraram que conseguem se alimentar sozinhos, se tornando independentes de humanos. O comportamento é inusitado já que os pets passaram parte da vida sob responsabilidade de tutores, que deixaram suas casas devido ao conflito com a Rússia.

“Desde o início da guerra, vimos uma situação muito triste com os animais de estimação na Ucrânia. Algumas pessoas levaram seus animais de estimação consigo, mas outros foram simplesmente abandonados em estações de trem ou deixados para trás nos territórios ocupados”, disse Mariia Martsiv, outra autora do estudo.

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