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Especialistas falam sobre chances de Wilson ser encontrado com vida na selva amazônica

‘Nossas expectativas para achá-lo com saúde são muito altas’, disse a patologista clínica Camila Soares Ramos ao RPet

RPet|André Barbeiro*, do R7

Cão farejador Wilson
Cão farejador Wilson Cão farejador Wilson

O cachorro farejador Wilson, que ajudou o Exército colombiano a localizar quatro crianças que sumiram na selva amazônica, está desaparecido e sendo procurado pelas autoridades, anunciaram as Forças Armadas do país no último fim de semana. Desde então, surgiram muitas especulações sobre a possibilidade de o cão ainda ser encontrado — e, se sim, em que condições —, além, é claro, da torcida para que isso aconteça quanto antes.

O RPet conversou com especialistas e um tenente-veterinário para saber as reais chances de que Wilson seja resgatado bem. A patologista clínica Camila Soares Ramos afirma que, por conta de seu treinamento, existe a possibilidade de achar Wilson com vida. “Nossas expectativas para encontrá-lo com saúde são muito altas.”

Ela explica que o instinto caçador está no DNA dos cães, por serem descendentes dos lobos, e que o maior medo está relacionado aos predadores.

“Nós acreditamos que, em relação à sobrevivência do animal na mata, ele consegue sobreviver, consegue caçar. Os medos são relacionados às intercorrências da mata, como caçadores, pessoas que não saberiam lidar com o cão e animais peçonhentos, por exemplo”, esclarece.

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A patologista diz ainda que as possibilidades são boas para Wilson. “Por ser um cão altamente inteligente, ser treinado, as expectativas para encontrá-lo com saúde são bem altas. Ele, com certeza, está conseguindo sobreviver na natureza.” Camila ainda acredita que a ajuda de outros cães farejadores pode facilitar as buscas.

Patricia Pimentel, que é médica veterinária do Citta Vet, diz que um cão consegue sobreviver sem água por dois ou três dias. "Na Amazônia existe abundância de água, então acredito que esse não seja um fator limitante", comenta.

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Assim como Camila, ela entende que a alimentação não seria um problema para Wilson e que o único "fator crítico" seriam os predadores, "principalmente os animais peçonhentos, cobras como a surucucu e grandes felinos".

Patricia ainda revela que, por se tratar de um cão farejador, existe a possibilidade de ele ter se perdido. "Ou Wilson achou algum lugar pra se abrigar, com pessoas, por exemplo, ou sofreu algum acidente com animais venenosos, tornando-se uma presa vulnerável."

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Tenente diz que treinamento militar do cão favorece

Tales Albuquerque, tenente-veterinário do canil do 5° Batalhão de Choque de São Paulo, conta que não poderia confirmar, ao certo, quanto tempo Wilson sobreviveria, porque isso varia de caso para caso, mas especula. "Estabelecer um tempo específico seria difícil, mas conseguiria dizer que ele poderia sobreviver entre 16 ou 19 dias."

O tenente explica também que o treinamento militar do cão favorece na busca por água e alimentos. "O olfato ajuda a buscar presa, buscar água e sobreviver por mais tempo"

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Por fim, ele adverte que um cachorro precisa, em média, de 50 ml de água por quilo, por dia, para sobreviver e que nesse cálculo consta a água que o animal bebe e o que ele absorve quando se alimenta, seja de outros bichos, seja de plantas.

O cão, que está desaparecido há sete dias, estava sendo usado para encontrar pistas e a direção de onde os irmãos perdidos poderiam estar depois que a aeronave em que viajavam caiu e matou a mãe, o piloto e uma liderança indígena.

As buscas tiveram sucesso, mas Wilson foi solto em uma área da floresta para farejar alguma pista no dia 6 de junho e não retornou.

"Jamais se abandona um companheiro. Todos unidos para recuperar a nosso cachorro Wilson na selva. A operação [intitulada Esperança] não será finalizada até encontrarmos o nosso amigo de quatro patas", escreveram os militares colombianos em sua página oficial no Twitter.

Conheça o cão que ajuda nas buscas a crianças e bebê após queda de avião na selva amazônica

*Sob a supervisão de Thaís Sant'Anna

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