Perder um animal de estimação causa sintomas semelhantes aos do luto humano, diz estudo
Embora esse sofrimento costume ser subestimado, pessoas que perderam um pet podem apresentar Transtorno de Luto Prolongado
RPet|Do R7
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Um estudo, publicado na PLOS One no dia 14 de janeiro, indica que perder um animal de estimação pode causar sintomas psicológicos semelhantes aos observados em lutos considerados clínicos.
A pesquisa analisou respostas de 975 adultos no Reino Unido e comparou o impacto emocional da perda de um pet com o de pessoas próximas. Resultados mostraram que uma parcela relevante dos participantes considerou a morte do animal de estimação como a experiência de luto mais difícil que já enfrentou.
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Os pesquisadores reforçam que, embora esse tipo de sofrimento costume ser subestimado socialmente, parte das pessoas que perderam um pet apresentou sinais compatíveis com o TLP (Transtorno de Luto Prolongado), caracterizado por dor emocional persistente, dificuldade de seguir a rotina e apego à lembrança do falecido.
“O transtorno de luto prolongado (TLP) é um transtorno psiquiátrico presente na CID-11 e no DSM-5-TR que só pode ser diagnosticado após a morte de uma pessoa. Apesar de haver evidências consideráveis de que as pessoas desenvolvem fortes laços afetivos com seus animais de estimação e vivenciam altos níveis de luto após a morte deles, as diretrizes atuais não permitem o diagnóstico de TLP após a morte de um animal de estimação."
De acordo com a análise, os sintomas de TLP aparecem de forma parecida independentemente de a perda envolver um animal ou um ser humano. No entanto, muitos tutores relataram sentimentos de vergonha, constrangimento e isolamento após expressarem luto pelo animal falecido.
As reações sociais negativas foram denominadas pelos cientistas como “luto não reconhecido”. A solução, para eles, é que o luto pela perda de animais seja levado a sério, principalmente pelos profissionais de saúde mental.
“Se as pessoas podem desenvolver níveis clinicamente significativos de luto após a morte de um animal de estimação, é essencial que isso seja reconhecido na literatura científica para que os profissionais de saúde mental possam se comunicar com o público de maneira apropriada e precisa, e para que as pessoas que precisam e desejam atendimento clínico tenham a oportunidade de acessá-lo. Foi por essa razão que o presente estudo foi realizado”, diz um trecho da pesquisa.















