Tania Nardini tornou-se diretora oficial das montagens estrangeiras

Na primeira montagem de Chicago no Brasil, em 2004, contou com os americanos Scott Faris na direção e o mesmo Gary Christ, que está agora em São Paulo, como supervisor de coreografia. Na ficha técnica, figurando como diretora residente, ou seja, a brasileira responsável pela fiel execução das determinações estrangeiras, estava Tania Nardini. "Ela executou tão bem a tarefa que logo se tornou referência para as montagens internacionais", comenta Stephanie Mayorkis, da produtora EGG Entretenimento.

De fato, Tania tornou-se referência mundial das produções de Chicago a partir de 2007, quando foi nomeada diretora responsável de todas as montagens do musical pelo mundo. O primeiro desafio foi espinhoso: comandar um elenco sul-coreano da versão que estreou em Seul. Honrada e, ao mesmo tempo, apavorada com o convite, Tania fez uma imersão com Faris em Nova York antes de assumir a empreitada.

Desde então, já comandou montagens em diversas cidades como Tóquio, Buenos Aires, Moscou, Stuttgart, Berlim, Munique, Copenhagen e localidades da Inglaterra, Austrália e África do Sul. "Chicago é carregado de um humor seco", ensina Tania, que foi substituta dos papéis de Velma e Mama, na montagem nacional. "A trama é divertida, mas convida a pensar.

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Coreógrafa de formação, ela conhece com detalhes o trabalho único e original de Bob Fosse, que concebeu e dirigiu a primeira versão do musical em 1975.

Diretor de obras premiadas no cinema como Cabaret e All That Jazz - O Show Não Pode Parar, Fosse recuperou o fôlego perdido dos musicais ao criar um estilo único, baseado em passos que conciliam concisão e sensualidade.

"Em suas coreografias, todo movimento significa algo. É muito sensual, mas nunca vulgar", comenta Gary Christy, que participou de musicais criados por Fosse, inclusive ao lado de Gwen Verdon, uma das mais respeitadas estrelas dos musicais americanos contemporâneos e ex-mulher de Fosse, além de ser responsável pela exatidão de movimentos em todas as montagens de Chicago encenadas pelo mundo, até sua morte, em 2000. "São muitos, mas muitos detalhes", admite Tania. "Mas o resultado é sempre fascinante."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.