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Cabeleireiro que faz perucas de Simony, sobre ajudar mulheres com câncer: 'Difícil, mas amo o que faço'

Carlos Cirqueira, de 42 anos, conheceu a cantora por meio de indicações e ajuda milhares de clientes a recuperar autoestima

Beleza|Gabrielle Pedro, do R7


Carlos Cirqueira e Simony se conhecem desde setembro
Carlos Cirqueira e Simony se conhecem desde setembro

Desde que iniciou o tratamento contra o câncer no intestino, Simony, de 46 anos, precisou lidar com a rápida queda dos cabelos. Vaidosa, a cantora chegou a usar uma touca hipotérmica para manter os fios, mas a perda acabou sendo inevitável. Como alternativa, Simony recorreu às perucas de Carlos Cirqueira, de 42, dono do Hair Look.

A artista não é a primeira celebridade a passar pelas mãos do cabeleireiro, que há 15 anos decidiu abandonar a dependência química para ajudar mulheres com câncer e alopecia a recuperar a autoestima. Hebe Camargo (1929-2012), Dilma Rousseff, Eliane Tranchesi e Cristiana Lobo (1958-2921) são algumas das famosas que passaram pelas mãos do especialista.

"Saí de Mato Grosso para São Paulo já com a missão de cuidar da minha cunhada, que infelizmente faleceu, com câncer. Eu tinha acabado de sair da reabilitação e queria fazer um curso para tratar de cabelos. Quando cheguei, conheci a Dona Deisi Penteado, ela era a antiga dona da Hair Look. Ela criou a clínica aqui nos anos 2000 justamente porque descobriu um câncer, foi para os Estados Unidos, conheceu as perucas laces e decidiu trazê-las para o mercado brasileiro. Infelizmente, ela faleceu anos depois, mas a filha dela, Heloísa Penteado, fez questão de continuar com o projeto da mãe", conta o cabeleireiro ao R7.

Cirqueira acredita que a missão dele sempre foi ajudar pessoas com câncer a enfrentar o tratamento oncológico com a autoestima alta e da forma mais leve possível. "Aqui na clínica, recebemos muitas pacientes indicadas diretamente pelos médicos e sabemos que um tratamento de câncer não é fácil. Mesmo assim, tem gente que é tão vaidosa que, para elas, perder o cabelo acaba sendo a parte mais difícil. Por isso, toda equipe do salão tem muito cuidado com todo o processo da cliente. Desde o primeiro corte, em que temos que raspar o cabelo, até a fase em que o cabelo volta a crescer, porque para muitas isso é um troféu. Quando elas chegam à fase do megahair então... É uma grande vitória", diz.

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Foi exatamente esse cuidado que levou ao encontro do cabeleireiro com Simony. "Eu a conheci através do boca a boca mesmo. Durante a pandemia, meus números no Instagram cresceram muito devido aos vídeos que comecei a fazer usando as perucas, e as pessoas puderam ver a naturalidade do meu trabalho. A Simony me procurou em setembro, logo depois que o tratamento com a touca hipotérmica não deu certo, e comecei a criar alguns cabelinhos para ela. Hoje, já sei que as favoritas dela são com os fios mais longos."

O especialista confecciona, além das perucas para pacientes com câncer ou alopecia, laces para fins artísticos. "Muitas pessoas, às vezes, têm vergonha de se atrelar ao salão por medo de serem ligadas a alguma doença, por isso, decidi ampliar um pouco o leque e produzir perucas mais artísticas mesmo. Já fiz cabelos para Paola Oliveira, Juliana Paes, Angélica, Anitta e algumas outras", relata.

Agora, com amplo domínio sobre as técnicas de perucas laces, Cirqueira comprou o salão do qual um dia foi funcionário. "Minha vida é essa, me dedico 100% ao trabalho e amo o que eu faço. Essa profissão é muito dolorosa, porque é difícil ver muitas mulheres, com quem você cria uma ligação, sofrendo em um leito de hospital."

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