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Brasil conta com mais de 6 mil militares em cargos políticos

Programa Fala Que Eu Te Escuto discutiu se a presença de representantes das Forças Armadas no governo é positiva ou negativa para o futuro do país

Viva a Vida|Ana Carolina Cury Do R7

Forças armadas em ação: programa debateu a participação de militares na política brasileira
Forças armadas em ação: programa debateu a participação de militares na política brasileira Forças armadas em ação: programa debateu a participação de militares na política brasileira

Zelar pela defesa da pátria. Esse é o principal objetivo das Forças Armadas do Brasil. Elas são formadas por homens e mulheres preparados para enfrentar qualquer situação com disciplina, obediência, sacrifício e esforço físico.

Desde a Constituição Federal de 1988, as Forças Armadas são constituídas pelas instituições nacionais Marinha, Exército e Aeronáutica. Além de proteger o país, esses grupos destinam-se também à garantia dos poderes constitucionais (Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), e da lei e da ordem.

Mas, e quando um militar decide entrar para a política? Hoje, o governo conta com aproximadamente 6.157 militares da ativa e da reserva ocupando cargos civis. Lembrando que esse número representa menos de 2% do efetivo de 350 mil pessoas das três Forças. Além disso, representantes das Forças Armadas estão em mais de 90 cargos de comando político.

Presença política

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Esse foi o tema do programa Fala Que Eu Te Escuto desta quarta-feira (21). “Você é a favor ou contra a presença dos militares na política? Será que a política não é para eles, falta competência ou você acredita que somente eles podem colocar ordem no país? É um assunto polêmico, muito debatido nos últimos dias”, comentou o apresentador, Bispo Adilson Silva.

Para o mestre em ciência política, Dr. Valdir Pucci, não há problema em militares estarem presentes na política, mas é preciso tomar alguns cuidados. “Estudamos há muitos anos sobre esse assunto. É bacana sim, mas eles precisam ter a competência necessária para o exercício do cargo exigido. Precisamos lembrar que a forma de fazer política não é igual a forma que o meio militar se comporta, principalmente no que se refere a hierarquia. E se a hierarquia de um militar pode ser comprometida devido a um cargo civil e isso precisa ser discutido”.

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O Bispo Adilson Silva lembrou que não há tantos debates sobre artistas, intelectuais e outras celebridades que ingressam na política e o Dr. Valdir Pucci respondeu que, com certeza, o debate é influenciado pelo que houve no período da ditadura, o que fez com que os militares se tornassem um estigma para alguns grupos.

“A experiência em 1964 foi traumática para a maioria dos militares e para parte da sociedade. Então, tudo que aconteceu nesse passado recente reflete na discussão da presença deles hoje em dia no meio político. As pessoas precisam entender qual foi o legado daquele período e o que pode significar para o Brasil de 2021”, concluiu o especialista.

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Vontade popular

A funcionária Pública, Aparecida Aguiar, disse acreditar que os militares só têm a acrescentar ao Brasil. “Se formos pensar, os princípios do militarismo prezam pela ética, lealdade... Eles são preparados para nos defender. Parte da esquerda quer desmoralizá-los porque sabe que eles podem ser empecilhos para suas pautas”.

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Já o espectador Wilson Cardoso pensa de forma oposta. “Isso é uma campanha pró Bolsonaro, os militares não devem ocupar cargos políticos, pois já têm benefícios demais”.

Ao final do programa, o também espectador Júlio Dauster reforçou que também há corrupção nas Forças Armadas. “Há pessoas que acham que se os militares estiverem no poder não haverá corrupção, o que é mentira. Temos muitos exemplos na história que comprovam isso. Por isso, penso que política não é para eles. Se for para os militares estarem presentes, é preciso que haja uma melhor organização e menos romantismo”.

Mas, para a maioria dos votantes da enquete, 86%, somente os militares podem colocar ordem no Brasil. “Acredito que esse resultado é como se fosse um grito preso, porque as pessoas estão cansadas de presenciar tanta roubalheira, indisciplina e desordem. E quando se fala em um militar logo se associa com disciplina e ordem. É claro que toda instituição tem os bons e os maus. O fato de ser um militar não significa que a pessoa esteja apta para qualquer cargo político. Mas, se existem pessoas capacitadas o país só tem a ganhar”, declarou o Bispo Adilson Silva. “O Brasil está participando mais da política. Então, não vejo problema algum a pessoa ser militar, médico, enfim, qualquer pessoa pode participar do debate e ocupar os cargos, claro que com a devida competência”, acrescentou o também apresentador, Bispo Eduardo Bravo.

O programa Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado pela Record TV, a partir de 00h45. Quem se encontra em outros países pode assistir pela Record Internacional ou pelo Facebook

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