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Miss Universo permitirá que mães e grávidas concorram após processo judicial

'Essa regra machista que vem sendo aplicada desde 1950 agora é história', disse a advogada Gloria Allred em coletiva

Viva a Vida|Do R7

Disputa do Miss Universo 2021
Disputa do Miss Universo 2021 Disputa do Miss Universo 2021

O concurso de beleza Miss Universo permitirá que mulheres grávidas ou que já deram à luz concorram em edições futuras, depois que uma advogada especializada em igualdade de gênero entrou com uma ação na Califórnia.

"Lutamos para eliminar uma prática que discriminava muitas mulheres e conseguimos uma vitória não apenas para mulheres nos Estados Unidos, mas também em muitos outros países", afirmou a advogada Gloria Allred em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira em Los Angeles.

Até então, tanto o Miss Universo quanto suas edições locais e nacionais não permitiam a participação de mulheres grávidas ou que tivessem dado à luz em algum momento de suas vidas ou que fossem simplesmente mães ou responsáveis ​​por um menor. "Essa regra machista que vem sendo aplicada desde 1950 agora é história!", exclamou a advogada.

No início deste ano, Allred denunciou os organizadores do Miss Califórnia, a edição estadual do Miss Universo, ao Departamento de Habitação e Emprego Justo da Califórnia (DFEH), que decidiu abrir uma investigação porque a regra poderia violar a Lei dos Direitos Civis do estado.

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A advogada decidiu enfrentar o famoso concurso depois que uma modelo, Andrea Quiroga, procurou seu escritório porque não pôde concorrer ao concurso por ter sido mãe anos atrás. “Essas limitações privaram muitas mulheres, inclusive eu, de uma plataforma e oportunidade únicas de não apenas transformar suas próprias vidas, mas de retribuir ao mundo de uma maneira muito significativa”, justificou Quiroga.

A modelo acrescentou que a regra enviou a "mensagem ridícula de que mães jovens não podem também ser rainhas da beleza".

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Apesar de a decisão das autoridades da Califórnia exigir apenas a alteração dos requisitos do evento em seu estado, a organização do concurso (de propriedade do conglomerado Endeavor) prometeu estendê-lo a todos os concursos da franquia. Em nome das afetadas em outros países falou Veronika Didusenko, que em 2018 teve a coroa de Miss Ucrânia retirada depois que se soube que ela havia se tornado mãe aos 19 anos.

"Meu primeiro desejo foi simplesmente fugir dessa vergonha. Esconder, esquecer e começar a vida do zero. Meu filho, minha principal conquista e meu orgulho, foi o motivo de eu não ter fugido naquela época", declarou emocionada.

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