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"Não sabemos o que vai acontecer", declara Fause Haten sobre seu desfile na SPFW

Com Manifesto Entrada Franca, estilista apresentará coleção longe do glamour do evento

Moda|Do R7*

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Fause Haten apresenta sua coleção na FAAP, em São Paulo
Fause Haten apresenta sua coleção na FAAP, em São Paulo

A cada temporada, o estilista Fause Haten busca inovar na forma de apresenta sua roupas. Mas o que poderia ser uma coleção completamente aberta, graças à exposição de sua linha de trabalho na FAAP, faculdade de São Paulo, tornou-se um mistério com a ocultação do local do desfile. O R7 conversou com estilista para entender as novidades em e o Manifesto Entrada Franca que vem sendo divulgado na internet.

Tudo começou com a ideia de fazer um desfile que desaparecesse dentro de São Paulo. "Depois disso, pensei em esconder também a fábrica pela cidade". Com o intuito de apresentar a moda de uma forma afastada dos flashes e convites, o estilista não irá divulgar o local do trabalho.


— A ideia é criar um ruído. Pode ser que alguém tente ir e não consiga, ou que não queira por estar longe do glamour da primeira fila. Tudo será uma experiência.

Mas quem pensa que essa será a única surpresa está muito enganado! Depois de desfilar suas peças em bonecas marionetes, o estilista já pensou em algo para esta edição.


— Claro que tem um desfile e um show todo programado. Temos uma encenação preparada, mas eu não sei o que vai acontecer. Acho que todas as possibilidades são válidas. Talvez chova e todas as modelos fiquem encharcadas.

Quando se trata da forma como as coleções são apresentadas, Fause também tem uma ideia diferente.


— Na realidade, acho que esse formato inverno e verão é ultrapassado. Fazemos uma moda globalizada e com condições climáticas para cada país. No momento que vejo um desfile em Milão, eu quero aquela roupa agora. Não faz sentido chamar minha coleção de verão ou inverno e limitar o desejo de comprar, mas falo isso da minha empresa que tem um recorte pessoal. Apresentar algo em outubro e dizer que só poderá ser comprado em março não é justo.

A escolha de levar a sua moda às ruas também se corresponde ao fato de Fause acreditar que o brasileiro se expressa através da aparência.


— O povo brasileiro gosta de moda, gosta de se expressar na forma de se vestir. Não estou tratando moda como arte, estou usando meu ofício para fazer uma obra de arte. A tinta, o barro que eu uso são a linha e a agulha.

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*Colaborou Rebeca Tosta, estagiária do R7

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