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Análise: Triste é a nação que confunde vandalismo com patriotismo

Brasil tem mais um capítulo manchado em sua história com invasão, depredação e vandalismo. Vergonha

Patricia Lages|Do R7

Manifestantes invadem o Congresso Nacional, em Brasília
Manifestantes invadem o Congresso Nacional, em Brasília Manifestantes invadem o Congresso Nacional, em Brasília

Dia 8 de janeiro ficará marcado para sempre como mais um dia em que nós, brasileiros, devemos nos envergonhar. A selvageria que vimos, em Brasília, na invasão ao Congresso e nos atos de vandalismo e depredação do patrimônio público — típica de militantes de esquerda — foi cometida por pessoas que diziam estar ali defendendo a democracia, os valores conservadores e a pátria. Não houve defesa alguma, mas sim ataque, violência e vergonha.

Há quase dois anos, o saudoso professor Olavo de Carvalho postava em seu Twitter a seguinte mensagem: “A estratégia do STF e amiguinhos é estrangular o povo até que ele não aguente mais e parta para a violência. Então, as gloriosas Forças Armadas entrarão em cena para esmagar de vez a rebelião e criar, sobre o cadáver da vontade popular, o mais lindo estado democrático de direito que já se viu desde os tempos de Mao Dzedong”.

A multidão cedeu às pressões, caiu na armadilha e fez exatamente o que a esquerda estava aguardando ansiosamente. Agora, todos os conservadores, gente de bem e que realmente ama o país, serão colocados no mesmo balaio dos vândalos que cometeram tamanho disparate. Agora, a perseguição aos brasileiros de direita será ainda mais severa, sob a “justificativa” de conter atos antidemocráticos. Agora, qualquer crítica a esse desgoverno anunciado poderá ser interpretada como violência, agressão, intolerância.

Até ontem, as manifestações ordeiras e organizadas não podiam ser classificadas como antidemocráticas, mas o que esses terroristas fizeram hoje, sim.

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Amanhã, invasores, o governo torrará milhões de reais do dinheiro do contribuinte para reformar o que vocês destruíram (e até o que nem sequer foi tocado), mas com muito mais luxo, muito mais sofisticação e com muito mais mordomias. A porta com o nome de Alexandre de Moraes, adivinhe: será recolocada em tempo recorde, talvez com seu nome maior ainda e, certamente, com uma caneta mais afiada ainda.

Sair quebrando tudo, à la MST, não é intrepidez, mas sim estupidez. A estupidez de ter entregado a “encomenda” bem na hora certa e em uma embalagem que não poderia ser mais linda e ornamentada.

Parabéns a todos os envolvidos que, em um único dia, conseguiram envergonhar uma nação inteira e ainda cavar milhões de covas para quem não teve nada a ver com isso. É mais um dia para irmos para a cama envergonhados por sermos cidadãos de um país que tinha tudo para crescer mas que ama andar para trás. Agora é só desordem e regresso.

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