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Patricia Lages
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Lula tem sido um camaleão que ora faz ameaças, ora posa de bom moço

Há anos o petista intercala discursos brandos com ameaças de invasões "no campo e na cidade", controle da mídia e falas contra igrejas

Patricia Lages|Do R7

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

As ameaças à democracia que Luís Inácio Lula da Silva vem fazendo nos últimos anos têm passado despercebidas por muitos brasileiros, seja pelo encobrimento da mídia – que muito se beneficiou nos governos petistas –, seja pela competência das campanhas políticas milionárias do PT. Até porque, dinheiro para gastar com publicidade nunca foi problema para o partido.

Além disso, Lula é um exímio camaleão, mudando o tom de seus discursos de acordo com os interlocutores e dizendo – sem nenhum pudor – que jamais fará exatamente o que pretende fazer. Ao mesmo tempo que afirma que “igreja não tem que ter partido”, que “pautas de costumes” são “retrocessos” e chama líderes religiosos que falam de política de “falsos profetas” e “fariseus que estão enganando o povo”, o petista agora aparece em peça publicitária, com as mãos em posição de oração, dizendo que é “cristão, crismado e frequentador da igreja” e que, entre outras coisas, não é a favor do aborto (coisa que sempre foi e deixou claro inúmeras vezes).

Para “provar” sua cristandade, Lula mente, dizendo que ele é o criador do Dia do Evangélico e da Marcha para Jesus. Porém, as afirmações são falsas, pois o Dia Nacional dos Evangélicos foi proposto em 2009 pelo então deputado federal, Cleber Verde e, no mesmo ano, a Marcha para Jesus, de autoria do então senador Marcelo Crivella, foi instituída. Depois de aprovadas na câmara, as datas não poderiam ser vetadas por Lula para não configurar intolerância religiosa.

Quanto à regulação dos meios de comunicação – que pode parecer algo novo para alguns – trata-se de uma pauta antiga do PT. Em um tweet de 1º de dezembro de 2017, Lula postou: “Nós vamos regular os meios de comunicação. Eu tenho refletido muito nesses anos fora do governo. Eu sei o que é apanhar da imprensa, eu sei o que é perseguição.” Em uma única postagem ele deixa muito claro o que quer fazer e o porquê quer fazer. E em um discurso mais atual, Lula confirma que desde o governo Dilma a regulação da mídia já era para ter acontecido, mas que “não sabe o porquê não foi dada entrada no Congresso Nacional” naquela época.

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E agora, sem nem mesmo estar no poder, a campanha de Lula entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para censurar 34 perfis no Twitter, que vão desde figuras públicas e políticos, passando por jornalistas e influenciadores, chegando até mesmo a alguns jornais conservadores.

Segundo o PT, há uma “rede articulada de usuários” que supostamente estariam postando “fake news” e fazendo o que chamou de “guerra cultural que polariza o cenário eleitoral”. Lula deixa claro que é ele quem está em guerra contra a liberdade de expressão, chamando de mentira tudo aquilo que o desagrada, ainda que sejam veiculações de vídeos dele próprio dizendo coisas que, em época de campanha política, não lhe convêm que sejam divulgadas. Além disso, a campanha do PT também solicitou ao TSE a remoção do site Lulaflix, que associa o petista ao PCC – aquela facção criminosa cujo líder declarou seu voto a Lula – o que foi negado pela Ministra Cláudia Bucchianeri.

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Nos últimos dias, tem circulado nas redes sociais um vídeo com um trecho do discurso que Lula fez em abril de 2018, antes de se entregar à Polícia Federal para cumprir o mandado de prisão emitido pelo então juiz Sergio Moro. Nele, o petista diz que seus desafetos têm de saber que as pautas do partido irão continuar, mesmo com ele atrás das grades:

“Eles têm que saber que a morte de um combatente não para a revolução. Eles têm que saber que nós vamos fazer definitivamente uma regulação dos meios de comunicação para que o povo não seja vítima das mentiras todo santo dia. Eles têm que saber que vocês, quem sabe, são até mais inteligentes do que eu, poderão queimar os pneus que vocês tanto queimam, fazer as passeatas que tanto vocês ‘queima’, fazer as ocupações no campo e na cidade. Parecia difícil a ocupação de São Bernardo, e amanhã vocês vão receber a notícia que vocês ganharam o terreno que vocês invadiram.”

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Com Lula é assim: basta invadir para ser dono; basta queimar pneu e fazer passeata para ter o que quer; basta tachar como mentiras as verdades que não lhe convêm; basta calar e censurar quem não concorda com suas pautas; basta pagar marqueteiros para produzirem “verdades” e o povo acreditará; basta chamar os inimigos do que ele é e acusar os outros do que ele faz.

A censura à liberdade de expressão é um projeto antidemocrático que já está elaborado há tempos pelo PT e que, ao que tudo indica, será prioridade caso Lula volte ao “local do crime” como bem disse seu vice, Geraldo Alckmin. Se é isso que você quer para o Brasil, vote 13 e tecle confirma.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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