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Patricia Lages

Menopausa: você não está perdendo a cabeça! Saiba o que o cérebro enfrenta nesse período

Entenda os desafios e confira cinco atitudes naturais para atravessar essa fase com qualidade de vida

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A menopausa pode causar mudanças repentinas, como confusão mental e ansiedade, afetando o cérebro feminino.
  • A neurocientista Lisa Mosconi desmistifica a ideia de que os sintomas da menopausa indicam fragilidade mental.
  • Existem cinco atitudes naturais recomendadas para melhorar a qualidade de vida durante a menopausa: priorizar o sono, alimentar o cérebro corretamente, movimentar-se regularmente, estimular a mente diariamente e reduzir o estresse conscientemente.
  • A menopausa é uma transição neurológica, não o fim, e requer compreensão e respeito pelos desafios enfrentados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Insônia, calorões, confusão mental e ansiedade são alguns sintomas da menopausa Nova Brasil FM

“Muitas mulheres de 30 a 60 anos acordam um dia e se perguntam o que aconteceu. Sem aviso prévio, ela pode acordar ensopada de suor, em uma névoa de confusão mental e em meio a uma torrente de ansiedade, percebendo uma série de mudanças peculiares, tão repentinas a ponto de ela literalmente perder o rumo.”

A cena descrita acima abre o livro, O cérebro e a menopausa (Ed. HarperCollins), da neurocientista italiana Lisa Mosconi, diretora da Women’s Brain Initiative e uma das principais pesquisadoras do mundo sobre saúde cerebral feminina.


Com doutorado em neurociência e medicina nuclear, Mosconi dedica sua carreira a estudar como as mudanças hormonais afetam diretamente o cérebro da mulher, e não apenas o corpo.

Um dos grandes méritos da autora é desmontar a ideia de que os sintomas da menopausa são sinal de declínio mental ou fragilidade emocional.


Pelo contrário: o cérebro feminino está passando por um processo intenso de adaptação, que exige mais energia, mais ajustes metabólicos e, por isso, pode gerar lapsos de memória, dificuldade de concentração, alterações de humor e sensação de desorientação.

Como a própria autora explica, não é raro que mulheres se vejam esquecendo tarefas simples, trocando objetos de lugar ou tendo dificuldade para encontrar palavras, o famoso “está na ponta da língua”. A comunicação pode ficar mais difícil, as emoções mais intensas e a ansiedade mais presente.


Isso não significa que algo esteja “quebrado”, mas que o cérebro está se reorganizando diante da queda dos estrogênios, hormônios essenciais para o funcionamento cerebral.

A boa notícia é que, segundo Mosconi, existem estratégias naturais, acessíveis e eficazes para atravessar esse período com mais qualidade de vida.


Cinco atitudes naturais para cuidar do cérebro durante a menopausa

1. Priorize o sono – O cérebro se regenera durante o sono profundo. Criar uma rotina de horários, reduzir a luz artificial à noite e evitar estímulos antes de dormir ajuda a reduzir a névoa mental e a ansiedade.

2. Alimente o cérebro corretamente – A autora destaca a importância de ingerir alimentos com gorduras boas, frutas, vegetais e proteínas de qualidade. Comer bem não é estética, é combustível cerebral.

3. Movimente-se regularmenteAtividade física melhora a circulação cerebral, reduz inflamações e ajuda na regulação do humor, mesmo quando feita moderadamente.

4. Estimule a mente diariamente – Leitura, aprendizado de novas habilidades e conversas profundas mantêm as conexões neurais ativas e resilientes.

5. Reduza o estresse conscientemente – Respiração profunda, pausas ao longo do dia e limites claros auxiliam o cérebro a não operar em estado constante de alerta.

A menopausa não é o fim de nada, mas uma transição neurológica importante.

A obra de Mosconi ajuda a entender o que acontece no cérebro durante essa fase da vida e pode ser um ótimo livro de cabeceira para quem deseja atravessá-la com mais clareza, autonomia e respeito por si mesma.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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