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Patricia Lages

O abismo entre o que se deseja e o que se faz: por que é tão difícil mudar?

Muitos querem mudar, poucos conseguem e o “design de comportamento” pode explicar (e solucionar) a questão

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mudar hábitos é um desejo comum, mas difícil de implementar.
  • B.J. Fogg sugere utilizar micro hábitos para facilitar a mudança comportamental.
  • Com pequenas ações diárias, é possível consolidar novos comportamentos de forma natural.
  • Fogg exemplifica com o "Hábito Maui", que envolve uma afirmação positiva logo ao acordar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Não tem tempo para a alimentação saudável e exercícios físicos? O método microhábitos pode ajudar Freepik/@freepik

Quando o assunto é mudança de vida, quem de nós não tem uma lista de desejos? Ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos regularmente, economizar dinheiro, ser mais produtivo, dormir melhor, diminuir o estresse, viajar, curtir a família e os amigos.

A lista só não é mais longa do que o tempo que se leva para implementar efetivamente alguma mudança. Mas por que é tão difícil mudar?


Para B.J. Fogg, criador do Behavior Design Lab (Laboratório de Design do Comportamento) da Universidade Stanford e autor do livro Micro hábitos – Pequenas Mudanças que Mudam Tudo (Ed. Harper Collins), “a mudança é fácil, uma vez que ela começa e cresce por si só”.

Fogg investiu 20 anos em pesquisa sobre comportamento humano – testando seu sistema em mais de 40 mil pessoas – e afirma que os micro hábitos são a chave para acabar com a desconexão entre o que se deseja e o que se faz.


Em vez de esperar o início de um novo ano para tentar praticar de uma só vez o “combo” de novos hábitos (para logo depois abandonar tudo), o autor sugere dividir as aspirações em microcomportamentos.

A proposta do Design do Comportamento é a compreensão sobre como redesenhar a vida transformando micro hábitos em comportamentos duradouros. Sendo cobaia do próprio experimento, Fogg conta que, em seis meses, emagreceu nove quilos, tornou-se mais produtivo no trabalho e passou a dormir melhor.


O segredo está nos microhábitos

Quando pensamos em ter uma alimentação melhor e fazer exercícios físicos, imaginamos que o certo é praticar todos os dias, mas logo lembrados de que não há tempo para isso.

“Com o método microhábitos, você se concentra em pequenas ações que pode executar em menos de trinta segundos. Você vai consolidar novos hábitos e eles vão crescer de maneira natural”, afirma o autor.


No livro, Fogg não prescreve hábitos específicos, porém, ele abre uma exceção ao sugerir um microhábito que exemplifica o sistema: depois de se levantar pela manhã, diga a frase: ‘hoje vai ser um ótimo dia’ e comemore com um sorriso.

O que o autor chama de “Hábito Maui”, trata-se de um conselho presente no livro bíblico de Isaías 14.24: “Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará.”

A anatomia do sistema de Fogg consiste em implementar um novo microhábito logo após uma ação rotineira (momento âncora) até se tornar natural. É como se estivéssemos “hackeando” um cérebro que não gosta de mudanças e que, talvez, nem acredite nelas.

O cientista afirma que “o que é micro é transformador”, de acordo com o que diz outra passagem bíblica: “não despreze os pequenos começos” (Zacarias 4.10). Fazer pouco todos os dias em nossa vida imperfeita trará os resultados que a espera de condições favoráveis provavelmente jamais trará. Apenas comece!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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