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Almaviva: conheça o vinho que é sinônimo status quando falamos de Chile

Ter uma garrafa em casa, infelizmente, é um privilégio para quem pode arcar com o alto custo

Adega do Déco|André Rossi e André Rossi

Almaviva, um ícone entre os vinhos chilenos
Almaviva, um ícone entre os vinhos chilenos Almaviva, um ícone entre os vinhos chilenos (Reprodução/Instagram/@almavivawinery)

Almaviva é um nome forte, já famoso e bem estabelecido no mundo do vinho. É sinônimo de qualidade, excelência e status quando falamos de vinho chileno. Ter uma garrafa de Almaviva em casa, infelizmente, é um privilégio para quem pode arcar com o alto custo, mas tudo isso tem uma explicação.

Voltando alguns séculos, Almaviva é o herói do Casamento de Fígaro, famosa obra de Beaumarchais do século XVIII, que posteriormente foi adaptada para ópera por Mozart. Esse herói foi escolhido para simbolizar um projeto ambicioso na época, que hoje se destaca como um caso de sucesso não apenas no Chile, onde é produzido, mas em todo o mundo. E convenhamos, uma parceria entre a renomada família Rothschild, da França, e a Família Concha y Toro, do Chile, só poderia resultar em algo grandioso.

Essa jornada teve início em meados da década de 1990, quando as duas famílias se uniram com o objetivo comum de produzir um vinho de classe mundial que combinasse o estilo elegante dos vinhos de Bordeaux com a expressão do terroir chileno, mais especificamente da região do Vale do Maipo, em Puente Alto.

Após extensas pesquisas e experimentos, em 1996 nasceu o primeiro fruto dessa parceria, produzido com as melhores uvas da região: Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenere, Cabernet Franc e Petit Verdot, e lançado em 1998.

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O primeiro vinho Almaviva foi lançado no mercado em 1998, com a safra de 1996. Desde então, ano após ano, o vinho alcança altíssimas pontuações dos críticos e suas garrafas rapidamente se esgotam.

E o desafio sempre muda ano a ano, pois os blends (cortes) de uvas vão depender de como cada variedade amadureceu, e isso apenas a natureza (e, em menor grau, o homem), pode determinar.

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Geralmente o predomínio é da Cabernet Sauvignon, complementada pelas outras uvas, sendo que tem ano que nem todas entram no corte. Por fim, elas amadurecem em barricas de carvalho, variando o tempo a cada ano, normalmente entre 18 e 24 meses.

Após alguns anos, foi introduzido no mercado o filho mais novo de Almaviva, o EPU, que utiliza as mesmas uvas, porém em proporções diferentes, e tem menos tempo de maturação em barricas, sendo parte delas de carvalho já usado.

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O pai destas crianças é um francês, o elegante e competente enólogo Michel Friou, figura querida e conhecida do público militante do vinho. Recentemente ele esteve no Brasil, e pude novamente estar com ele, desta vez numa degustação na ABS (Associação Brasileira de Sommeliers). Foi uma degustação especial da recém-lançada safra de 2021, além de outros vinhos que ele trouxe para compararmos.

Começando com o filhote mais novo, o EPU 2020, um vinho que é uma linda porta de entrada ao mundo Almaviva. Com 81% de Cabernet Sauvignon, ele tem a Carmenere como coadjuvante (12%), seguida da Merlot e Cabernet Franc para completar. Seus 12 meses de madeira aparecem com elegância, mas nunca se sobrepondo à fruta madura.

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Pulando para o degrau de cima, a trilogia de Almavivas 2015, 2018 e 2021 mostram a elegância deste ícone. Apesar de recém-lançada, a safra 2021 já pode ser tomada com prazer, mesmo sabendo que ele vai evoluir, e muito, na garrafa, e talvez mais ainda que o 2018 e o 2015. Um vinho com frescor, diferentemente de muitos ícone do Chile que ainda carregam na fruta compotada e na madeira nova.

Mas o 2015 foi o que tocou meu coração neste dia. Com mais tempo de vida, os 9 anos dele fazem toda a diferença e mostram um vinho mais pronto, mais redondo e lindo pra ser tomado hoje ou ainda para ser guardado por mais uns anos. Aqui, a diferença de acidez se mostrou bastante, mas longe, muito longe de prejudicar o vinho. Tanto é que ele ainda vai ganhar muito com alguns anos de garrafa. Um vinhaço.

Sempre soube e comprovava a qualidade e fama deste ícone do Chile, mas é sempre bom revisitar e atualizar os conceitos. E na presença do pai das crianças, melhor ainda!

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