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Como Ser Saudável

Como saber se a piscina da academia é segura? Veja os sinais de alerta

Cheiro forte de cloro, ardência e falta de ar podem indicar risco e é preciso saber quando sair da água

Como Ser Saudável|Renata GarofanoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A natação é um esporte completo que traz diversos benefícios para a saúde.
  • A qualidade da água da piscina é crucial para a segurança dos praticantes.
  • Um recente caso em São Paulo alertou para os riscos associados ao ambiente da piscina.
  • É importante que os alunos reconheçam sinais de perigo para garantir a segurança durante a prática.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cheiro forte de cloro NÃO é normal: veja os riscos na piscina e como se proteger Inteligência Artificial/ChatGPT

A natação é um dos exercícios mais completos e recomendados para todas as idades. Melhora o condicionamento físico, fortalece músculos, ajuda na respiração e ainda é uma ótima alternativa para quem quer se exercitar sem impacto nas articulações.

Mas existe um ponto que muita gente esquece: a segurança na natação não depende apenas do aluno, mas também da qualidade da piscina.


No último sábado (7), uma mulher morreu e outras pessoas passaram mal após uma aula de natação em uma academia de São Paulo. A apuração ainda está em andamento, mas os relatos sobre cheiro forte de produtos químicos e sintomas respiratórios levantaram uma dúvida importante: afinal, como saber se uma piscina está segura?

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A resposta passa por um detalhe que muita gente interpreta errado: o cheiro. “Contrariamente ao mito popular, um forte cheiro de cloro não indica limpeza, mas, sim, um problema químico grave”, afirma a médica perita Caroline Daitx, especialista em medicina legal e perícia médica.


Ela explica que o odor característico vem das cloraminas, substâncias tóxicas formadas pela reação entre o cloro e matéria orgânica, como suor e urina.

“Quando o cheiro está muito forte e irritante, significa que há concentrações elevadas dessas substâncias no ar. É um aviso do seu corpo de que algo está errado”, diz Caroline. E a orientação é direta: “Se sentir cheiro muito forte em uma piscina, saia do local imediatamente”.


Além do incômodo, a exposição pode causar sintomas em poucos minutos, especialmente em ambientes fechados, como piscinas internas, onde a ventilação costuma ser menor.

A médica explica que a intoxicação pode provocar ardência nos olhos, queimação na garganta, tosse e falta de ar — e que os sinais não devem ser ignorados. “Qualquer um desses sintomas é uma emergência médica”, alerta.


O risco aumenta para pessoas mais vulneráveis, como asmáticos, crianças e idosos. No caso de quem tem asma, por exemplo, cloro e cloraminas podem desencadear crises severas e até provocar uma condição chamada RADS — uma síndrome que funciona como uma “asma induzida” após exposição química intensa.

Já no caso das crianças, a perita explica que o organismo ainda está em desenvolvimento: “Os pulmões ainda estão em formação e são mais sensíveis. Além disso, crianças respiram mais rápido que adultos, inalando mais vapor tóxico”.

E os idosos também entram no grupo de risco por um motivo simples: a capacidade pulmonar tende a ser menor com o tempo, além da maior chance de doenças pré-existentes.

Outro ponto que chama atenção é que os danos podem ir além do mal-estar momentâneo. A perita explica que existe, sim, risco de sequelas respiratórias, dependendo do nível de exposição.

Entre elas, estão: tosse crônica, chiado no peito, hiperreatividade brônquica (sensibilidade maior à fumaça, poluição e esforço) e até redução permanente da função pulmonar.

Apesar disso, a especialista reforça que muitas pessoas podem melhorar ao longo do tempo, especialmente se receberem tratamento adequado e evitarem reexposição.

Quando alguém passa mal, o tempo de reação faz diferença. A orientação é sair do local imediatamente, buscar ar fresco e acionar o socorro. “A ação imediata é crítica: não espere para ver se melhora”, reforça a perita médica.

Não ignore os sinais de intoxicação

Os sintomas podem aparecer em poucos minutos de contato com a piscina. Procure ajuda médica imediatamente se houver:

  • Ardor nos olhos, lacrimejamento e visão turva;
  • Queimação no nariz, garganta e pulmões;
  • Tosse seca intensa;
  • Falta de ar e aperto no peito;
  • Vermelhidão e queimação na pele;
  • Tontura, dor de cabeça, náusea e vômitos.

Se possível, vá para um local arejado e ligue para o 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros).

A natação segue sendo um esporte extremamente saudável e recomendado. Mas piscina segura não é só a que parece limpa — é a que tem manutenção correta, ventilação adequada e protocolos de emergência.

E para o aluno, vale uma regra simples: se o corpo está avisando, não ignore!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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