Tendência fitness: por que saúde virou o novo status social
Entenda por que o bem-estar virou prioridade e como isso está mudando o mercado fitness
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cuidar da saúde nunca esteve tão em alta. Mas, desta vez, não é só sobre treinar forte ou seguir dietas da moda: é sobre propósito, equilíbrio e qualidade de vida. O bem-estar se transformou em um verdadeiro termômetro social — e essa mudança tem impacto direto no comportamento das pessoas e no crescimento acelerado do mercado fitness brasileiro.
Segundo projeção da Credence Research, o setor deve crescer 9,5% ao ano até 2030. E isso diz muito sobre a forma como o brasileiro passou a enxergar saúde: como estilo de vida, como autoestima e, para muitos, até como um novo tipo de status.
Para João Ferrari, CEO da NutraFit, cuidar do corpo e da mente virou parte da identidade: “As pessoas hoje dedicam tempo e recursos para mostrar que se cuidam. Isso reflete valores, autocontrole e até sucesso pessoal e profissional.”
Se antes o status era ter bens materiais, hoje está muito mais ligado a ter energia, equilíbrio emocional, disciplina e consciência corporal.
Eu, como “rata de academia”, posso dizer que tenho acompanhado de perto esse crescimento. Com as redes sociais lotadas de treinos, rotinas e mudanças corporais, a comparação virou parte do jogo. E isso pode distorcer a relação com a própria saúde.
Ferrari faz um alerta importante: “Quando a busca pelo corpo perfeito vira competição, a gente perde o propósito do que significa ter qualidade de vida.”
Saúde é pessoal. E cada pessoa vive processos, metabolismos e ritmos diferentes.
A nova tendência: consistência
Durante muito tempo, o foco no “corpo perfeito” ditava o ritmo da vida de quem buscava saúde e boa forma. Hoje, porém, essa visão vem sendo substituída por algo muito mais sustentável: a consistência. Treinar com regularidade, manter uma alimentação equilibrada, dormir bem e respeitar os próprios limites tornaram-se os pilares de um estilo de vida saudável.
Essa mudança não apenas redefine o que significa ser saudável, mas também está transformando o mercado fitness. Academias e estúdios adaptam seus serviços para oferecer experiências personalizadas, enquanto o setor de suplementos e produtos naturais cresce para atender à demanda por soluções que realmente funcionem no dia a dia. Tecnologias vestíveis, aplicativos de monitoramento e exames avançados ganham espaço, permitindo que cada pessoa acompanhe seu progresso de forma individualizada e consciente.
O resultado é um cenário em que o foco deixa de ser a estética e passa a ser a qualidade de vida. Mais do que músculos ou medidas, as pessoas buscam energia para viver melhor, equilíbrio mental para lidar com a rotina e hábitos que possam manter por toda a vida. Em outras palavras, a consistência virou a nova palavra de ordem — e o verdadeiro reflexo de um corpo e mente saudáveis.
Saúde também é sobre a cabeça
O bem-estar emocional ganhou o protagonismo que faltava. Não basta estar em forma se a mente está sobrecarregada. “Saúde é estar bem de cabeça, corpo e propósito. Acordar com disposição e dormir em paz. O resto é consequência”, afirma o CEO.
Ferrari conta que viveu isso na prática quando, pela correria, perdeu a rotina de treinos e ganhou peso. Na retomada, percebeu algo importante: “Comer bem e treinar viciam igual. No final, é você quem escolhe o que quer viver.”
Saúde pode, sim, ser status — desde que seja pelo exemplo, não pela aparência.
E talvez esse seja o maior aprendizado dessa tendência: saúde não é exibição, é liberdade. E quanto mais gente entender isso, mais leve e sustentável se torna a relação com o próprio corpo.
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