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No Dia Mundial do Café, abandone o açúcar ou adoçante

Para tomar um café de verdade, não o adoce. Você vai se surpreender com o que vai encontrar em cada xícara depois que fizer o desmame do açúcar e do adoçante.

É de comer|Camé Moraes @ehdecomer para o R7

Cafés quentes e gelados no Pato Rei
Cafés quentes e gelados no Pato Rei Cafés quentes e gelados no Pato Rei

Hoje é o dia mundial daquela bebida que a maioria dos brasileiros toma todo dia: o café.

Mas que café tomamos todos os dias?

Antes fosse só o fruto o que tem dentro do chamado café tradicional. Recentemente, o Jornal da Record exibiu uma série de reportagens sobre fraudes nos mais diversos tipos de alimento. Um dos episódios foi justamente sobre o café. Isso porque algumas marcas, de baixa qualidade, não costumam separar grãos danificados, pedaços de madeira, folhas nem grãos com mofo do produto saudável que vai para a torra e depois para a moagem.

O resultado é um café amargo. E a razão desse amargor todo é justamente o truque. O café ruim precisa ser bem torrado para ocultar todas as imperfeições e porcarias que são misturadas ao grão. O extraforte, na verdade, é o café fraco. Há empresas que aceitam até 50% de impurezas dos produtores antes de transformar a matéria-prima naquele pó que misturamos à água quente toda manhã.

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Um bom café tem acidez, dulçor e até notas de frutas. Se você consumi-lo sem adoçantes nem açúcar, é possível perceber. Por isso, é muito importante cortar totalmente esses aditivos.

Há um bom tempo eu consumo café puro, e, acreditem, esse foi um divisor de águas pra mim. Virei defensora do café "sem nada mesmo, moça". Não sou uma megaentendedora, mas consigo perceber a diferença entre um café que passou do ponto ao ser torrado demais e um café bem feito. Indico a tentativa a todo mundo.

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"Ah, mas é muito ruim. Não consigo." Acredite em mim. Um mês. Um mês de esforço para mudar uma vida inteira de relação abusiva com café ruim. Eu levei somente esse tempo para fazer a adaptação do café adoçado (no meu caso, sempre foi com adoçante) para o puro.

Quando você se permite conhecer o produto, dá até pra começar a frequentar umas cafeterias mais bacanas sem passar vergonha.

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Cold Brew Deuso, do Pato Rei, que eu provei
Cold Brew Deuso, do Pato Rei, que eu provei Cold Brew Deuso, do Pato Rei, que eu provei

Se você está a caminho dessa vida, deixo aqui a dica do dia: Pato Rei. O nome parece de restaurante chinês, mas a cafeteria tem inspiração coreana e cafés servidos sem afetação, mas com muito sabor. O Pato Rei tem duas unidades, uma em Pinheiros e outra na região da Berrini, ambos bairros em São Paulo. Fui na de Pinheiros. Poucas mesas, uma varandinha que está sempre cheia na frente e muitas versões de café quentes e frias. Uma melhor que a outra. Para dias de calor, vale apostar nos cafés gelados. Provei o Cold Deuso (R$ 16), descrito no cardápio como “delicado e exótico”. Eu me senti como se estivesse provando um vinho e tentando descobrir as notas e sabores.

Se você quiser provar um café campeão, desses premiados internacionalmente, há algumas opções no cardápio. Mas aí vai ter que desembolsar uma boa grana. Um expresso desses raríssimos pode chegar a custar R$ 64 (a xícara... é).

Como acompanhamento, a casa oferece comidinhas e até refeições completas. Que vão de pão de queijo recheado a pana cotta de gergelim preto.

Serviço:

Pato Rei

Rua Ferreira de Araújo, 353, Pinheiros, tel. (11) 3816-7979.

Me segue lá no meu Insta, o @ehdecomer,para mais dicas.

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