Exclusividade ou necessidade do inatingível: até onde vai nossa paixão por bolsas?
Entre desejo, cifras milionárias e consciência está a nossa relação com esse objeto tão desejado
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quando Kim Kardashian surgiu com uma bolsa atribuída ao couro de elefante, estimada por especialistas em mais de R$ 700 mil, o debate ultrapassou o universo das celebridades.
Mas talvez ele comece muito antes: na nossa própria relação com esse objeto tão desejado.
Porque bolsas despertam algo quase emocional. Elas não carregam apenas itens pessoais… Carregam conquistas. Carregam identidade. Carregam status. A primeira bolsa de grife. A bolsa comprada com o próprio dinheiro. A bolsa que simboliza uma virada de vida.
Modelos icônicos como a Hermès Birkin Himalayan, feita em crocodilo do Nilo e com ferragens em ouro branco e diamantes, já ultrapassaram US$ 300 mil em leilões internacionais, algo próximo de R$ 1,5 milhão na cotação atual.
Versões raras da mesma linha podem ultrapassar os R$ 2 milhões, dependendo da exclusividade.
Bolsas de crocodilo da Hermès e da Chanel frequentemente entram no mercado acima de R$ 300 mil a R$ 800 mil, e edições vintage ou descontinuadas se tornam ainda mais valiosas justamente por não poderem mais ser produzidas.
E é aí que mora a linha tênue. O desejo por exclusividade é humano. O luxo sempre foi sobre diferenciação. Mas quando o raro precisa ser extremo para continuar despertando atenção, surge a pergunta: Isso ainda é luxo? Ou é a necessidade de possuir o que quase ninguém pode ter?
Hoje, o consumidor de alto padrão busca não apenas raridade, mas também narrativa e responsabilidade. Sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar critério.
Como amar bolsas, “e amamos”, sem ultrapassar esse limite? Talvez a resposta esteja na intenção.
Desejar uma peça porque ela representa um momento da sua vida é diferente de desejá-la porque ela provoca choque. O verdadeiro luxo contemporâneo não está apenas na cifra milionária. Está na consciência da escolha.
Porque a bolsa mais valiosa não é necessariamente a mais rara do planeta. É a que traduz quem você é, sem que para isso seja preciso ultrapassar valores que o mundo já não aceita ignorar.
Nossa paixão continua. Mas ela amadurece. E talvez o novo luxo seja exatamente isso: desejar intensamente… Sem perder a medida.
O mundo já não se impressiona apenas com cifras. Ele observa escolhas. E no tribunal do tempo, não vence quem ostenta o mais raro, vence quem entende o valor do que carrega.
E você? Acha que vale quanto custa?
Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp




