Já comeu um docinho hoje? As sobremesas mais caras do mundo: doce prazer ou exagero gourmet?
Algumas sobremesas ultrapassam o paladar e entram no território da ostentação

Antes de virar símbolo de ostentação, o açúcar já foi artigo de luxo.
Durante séculos, ele não era ingrediente comum nas cozinhas, era privilégio de reis, especiaria rara, moeda de poder. Na Europa medieval, doces eram servidos apenas em banquetes da nobreza. A própria palavra “sobremesa” surge quando o açúcar começa a circular com mais frequência nas cortes, marcando o momento final e mais sofisticado das refeições.
A sobremesa nasceu como celebração de status.
Talvez por isso, até hoje, ela continue sendo território do luxo.
E quando um doce custa o equivalente a um apartamento…
Não estamos apenas falando de gastronomia.
Então o que seria?
Ingrediente raro?
Experiência exclusiva?
Marketing?
Ou a necessidade humana de transformar consumo em status?
Hoje vou mostrar que o açúcar é para todos, mas o ouro comestível… é para poucos.

1. Frozen Haute Chocolate – Serendipity 3
Aproximadamente US$ 25 mil
Criada pelo icônico restaurante nova-iorquino, essa sobremesa entrou para o Guinness como a mais cara do mundo.
Leva mistura de 28 tipos de cacau raros, ouro 23 quilates comestível e é servida em uma taça cravejada de diamantes que o cliente leva para casa.
Embora as próximas listadas tenham um valor bem mais elevado, essa é considerada a mais cara por estar no menu de um restaurante e as demais se tratarem de uma experiência.
Pergunta inevitável: estamos pagando pelo chocolate… ou pelo símbolo?
2. Strawberries Arnaud – Arnaud’s
Pode ultrapassar US$ 1 milhão
Morangos marinados em vinho do Porto e servidos com um anel de diamante raro de até 10 quilates.
Sim, o valor depende da joia escolhida.
Aqui o doce vira coadjuvante.
O protagonismo é do luxo absoluto.
3. The Fortress Stilt Fisherman Indulgence – The Fortress Resort & Spa
Cerca de US$ 14.500
Inspirada na cultura do Sri Lanka, a sobremesa mistura chocolate italiano, manga, romã e ouro comestível.
Mas o destaque é uma pedra preciosa de água-marinha servida junto ao prato.
Você come… ou guarda?
4. Golden Opulence Sundae – também do Serendipity 3
Cerca de US$ 1.000
Baunilha do Taiti, chocolate venezuelano, frutas cristalizadas de Paris, folhas de ouro 23 quilates e uma colher de ouro.
Luxo? Sim.
Mas aqui ainda falamos de gastronomia.
Acho que vale a reflexão…
O ouro não altera o sabor.
O diamante não modifica a textura.
O que muda é a narrativa.
Sobremesas milionárias não alimentam o corpo, alimentam a ideia de distinção.
E talvez o luxo mais sofisticado não seja aquele que brilha à mesa, mas o que não precisa ser anunciado.
Entre o açúcar e o símbolo, cada um escolhe o que deseja saborear.
Mas e você, o que acha sobre isso…
“Vale quanto custa”?
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