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Quiet Luxury: Paris dita a moda… mas quem dita o luxo?

Na Semana de Moda de Paris, o luxo deixa de gritar, sussurra e revela que, hoje, sofisticação não está no excesso, mas na escolha

Luxo em cena|Fernanda ComoraOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Semana de Moda de Paris questiona a definição contemporânea de luxo.
  • O conceito de "quiet luxury" valoriza sofisticação e escolhas, ao invés de excessos.
  • As coleções refletem histórias e processos criativos, indo além do produto final.
  • O verdadeiro luxo atual pode estar na interpretação autêntica das tendências.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Enquanto Paris sussurra na Semana de Moda, o luxo deixa de gritar e passa a ser reconhecido no silêncio dos detalhes Reprodução/Instagram/@fashionweek

Enquanto os olhos do mundo se voltam para a Semana de Moda de Paris, uma pergunta começa a ecoar para além das passarelas:

O que, afinal, ainda chamamos de luxo?


Paris continua sendo o palco máximo da moda, histórica, simbólica, reverenciada. Mas será que ainda dita desejos ou apenas legitima aquilo que já está acontecendo fora dali?

Durante décadas, o luxo foi definido por excesso: tecidos raros, bordados manuais, volumes dramáticos e preços inalcançáveis. Era sobre mostrar; hoje, o jogo mudou. O luxo começa a se mover em silêncio.


Nas passarelas parisienses, vemos menos gritos e mais sussurros. Cortes impecáveis, paletas contidas, materiais que pedem olhar atento. Não é sobre chamar atenção, é sobre ser reconhecido por quem entende. O chamado quiet luxury não quer plateia, quer pertencimento.

Mas existe uma contradição interessante: aquilo que desfila em Paris raramente é o que sustenta as marcas. A alta-costura encanta, viraliza, constrói imagem. Já o faturamento vem do desejo traduzido em peças possíveis, perfumes, acessórios, experiências.


O luxo que aparece não é, necessariamente, o luxo que vende.

E então surge outra pergunta incômoda:


Luxo é criação artística ou estratégia comercial?

Talvez seja exatamente o equilíbrio entre os dois

A Semana de Moda de Paris continua sendo uma vitrine poderosa — não apenas de roupas, que nessa temporada, aliás, reforça plumas e transparências, mas de narrativas. Cada coleção conta uma história: de tradição, de ruptura, de permanência.

E hoje, mais do que nunca, o consumidor compra essa história. Compra o tempo investido, o saber transmitido, a herança que não se improvisa.

Por isso, o luxo atual não está apenas no produto final. Ele está no processo.

No tempo de criação.

Na decisão de não acelerar.

Na coragem de não agradar a todos.

O novo luxo é ter critério.

Enquanto algumas marcas ainda apostam no exagero como sinônimo de valor, outras entenderam que sofisticação é saber parar, saber editar, saber dizer “não”; porque luxo, hoje, não é excesso, é escolha!

Paris segue sendo Paris. Ícone, referência, altar da moda.

Mas talvez o verdadeiro luxo contemporâneo não esteja em ditar tendências, e sim em interpretá-las com autenticidade.

E aí fica a provocação que não quer calar:

Vale quanto custa… ou custa porque vale?

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