Quiet Luxury: Paris dita a moda… mas quem dita o luxo?
Na Semana de Moda de Paris, o luxo deixa de gritar, sussurra e revela que, hoje, sofisticação não está no excesso, mas na escolha
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Enquanto os olhos do mundo se voltam para a Semana de Moda de Paris, uma pergunta começa a ecoar para além das passarelas:
O que, afinal, ainda chamamos de luxo?
Paris continua sendo o palco máximo da moda, histórica, simbólica, reverenciada. Mas será que ainda dita desejos ou apenas legitima aquilo que já está acontecendo fora dali?
Durante décadas, o luxo foi definido por excesso: tecidos raros, bordados manuais, volumes dramáticos e preços inalcançáveis. Era sobre mostrar; hoje, o jogo mudou. O luxo começa a se mover em silêncio.
Nas passarelas parisienses, vemos menos gritos e mais sussurros. Cortes impecáveis, paletas contidas, materiais que pedem olhar atento. Não é sobre chamar atenção, é sobre ser reconhecido por quem entende. O chamado quiet luxury não quer plateia, quer pertencimento.
Mas existe uma contradição interessante: aquilo que desfila em Paris raramente é o que sustenta as marcas. A alta-costura encanta, viraliza, constrói imagem. Já o faturamento vem do desejo traduzido em peças possíveis, perfumes, acessórios, experiências.
O luxo que aparece não é, necessariamente, o luxo que vende.
E então surge outra pergunta incômoda:
Luxo é criação artística ou estratégia comercial?
Talvez seja exatamente o equilíbrio entre os dois
A Semana de Moda de Paris continua sendo uma vitrine poderosa — não apenas de roupas, que nessa temporada, aliás, reforça plumas e transparências, mas de narrativas. Cada coleção conta uma história: de tradição, de ruptura, de permanência.
E hoje, mais do que nunca, o consumidor compra essa história. Compra o tempo investido, o saber transmitido, a herança que não se improvisa.
Por isso, o luxo atual não está apenas no produto final. Ele está no processo.
No tempo de criação.
Na decisão de não acelerar.
Na coragem de não agradar a todos.
O novo luxo é ter critério.
Enquanto algumas marcas ainda apostam no exagero como sinônimo de valor, outras entenderam que sofisticação é saber parar, saber editar, saber dizer “não”; porque luxo, hoje, não é excesso, é escolha!
Paris segue sendo Paris. Ícone, referência, altar da moda.
Mas talvez o verdadeiro luxo contemporâneo não esteja em ditar tendências, e sim em interpretá-las com autenticidade.
E aí fica a provocação que não quer calar:
Vale quanto custa… ou custa porque vale?
Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

