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Maria do Caos
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Natal perfeito, se não fosse a presença do Corpo de Bombeiros

Quem nunca sonhou com a festa perfeita? Nossa Maria sonhava e sonhava alto, mas neste ano tudo deu errado. Claro, né?

Maria do Caos|Do R7 e Mônica Simões


Quais as chances de a mistura de chocolates com velas acesas em um pinheiro natural dar certo?
Quais as chances de a mistura de chocolates com velas acesas em um pinheiro natural dar certo?

E aí, Marias!!!

Já fizeram as comprinhas de Natal ou vão preferir deixar tudo para a última hora, como muitas Marias costumam fazer? Ai, sabe como é, né? O caos pode chegar bem de mansinho, e, quando a gente se dá conta, ele já provocou um problemão!

Sei que amaram o capítulo final do episódio “Emprego dos Sonhos”. Uma Maria que trabalha comigo na redação da RECORD dava pulos e gargalhadas lendo a parte da “perda da memória”. Como é bom ver quanto vocês se divertem e se identificam com o “Maria do Caos”. Sou muito grata, de verdade.

Obrigada! Obrigada! Obrigada!

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Mas vamos lá que, se você entrou no meu blog, é porque quer ler história doida, com final surpreendente. E eu, como uma Maria raiz, não vou decepcionar ninguém.

A história de hoje vem lá do interior de São Paulo. Nossa Maria da semana enfrentou muitos desafios no Natal passado. Ela conta que ama a data, mas que, depois do que aconteceu, está com medo de fazer uma festança… talvez apenas uma reuniãozinha com os mais próximos.

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Fique comigo e embarque nesta história natalina com direito a Jingle Bells e Papai Noel.

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Ahhhh, o Natal! Talvez não exista no mundo alguém que goste mais desta data do que eu. Passo o ano inteiro planejando a comemoração. Faço orçamentos de Papai Noel, decoração e até neve artificial. E minha família tem a tradição que mais amo: encher a árvore de Natal. Na nossa casa, é pinheiro mesmo, com chocolates e velas. Ai, gente, as fotos ficam tão lindas, tudo iluminado e com brilho. Meu coração se enche de emoção.

Sempre quis passar o Natal em um lugar gelado, ver a neve de perto, fazer aqueles bonecos que muitas acham brega, usar casaco de lã vermelho com uma rena verde no meio. Tá, Marias, sei que meu espírito natalino é forte demais, não precisam virar os olhos. O problema é que moro em uma cidade quente demais. Em Analândia, no frio, faz 30 graus, não dá nem para pensar em ter um casaquinho. Por isso, todo Natal, alugo uma máquina de gelo e neve de espuma. Brega, sim, eu sou.

Estava animada porque faltavam apenas três dias para as celebrações de fim de ano e eu já estava com tudo pronto. Costumo dar uma festança, para toda a família, amigos e vizinhos. Neste ano, a lista estava acima da média: 200 convidados.

Bem, nesta época contrato uma mocinha para me ajudar com os preparativos, porque nada pode dar errado.

Começamos a confirmar as presenças, ligar para os fornecedores e, até aí, tudo certo.

Mas, de repente, os sinais de que algo não estava certo começaram a surgir. Meu namorado mora em outro estado e me ligou, aflito.

Maria, o voo foi cancelado.”

“Como assim, Gael?”

“Disseram que só vai ter passagem para o dia 24, vou chegar muito em cima da hora.”

Esse era o primeiro sinal de que naquele ano tudo seria diferente.

Em relação ao voo, não tinha o que fazer. Esfriamos a cabeça e resolvemos esperar a data do próximo voo.

Finalmente o dia 24 chegou! Acordei saltitante, sorridente e cheia de disposição. Pulei da cama e fui para a cozinha preparar os tradicionais biscoitos natalinos. Sabe aqueles em formato de boneco de neve? Então, são esses mesmos.

Fiz a massa e coloquei para assar, mas, quando enfiei no forno elétrico, escutei um estalo enorme. A bandeja cheia de massa de biscoito que estava na minha mão voou para a parede. Resultado: fiquei sem biscoito, sem forno, porque queimou, e frustrada, porque meu café seria tradicional, de todos os dias.

Peguei o carro e fui buscar os chocolates para pendurar na árvore. O pessoal ia chegar às 8 da noite, e eu ainda teria que levar o peru para assar em algum lugar. Apesar dos imprevistos, continuava animada.

Liguei para a minha assistente, e ela resolveu os assados. Peguei os chocolates e levei para casa. Já fui montando tudo na árvore: chocolates atrás, velas na frente.

Pus a mesa do jeito que faço todos os anos, e ela estava linda! Meu telefone toca, e é o Gael dizendo que já tinha chegado ao aeroporto, ele pagaria um táxi e já chegaria em casa.

Peru, pernil, chéster, lombo, tênder… Tudo pronto e seguro, já estavam em casa. Aí foi só ir para o banho, colocar minha roupinha vermelha e aguardar a chegada dos convidados.

Gael chegou.

“Gael, que roupa é essa? Era para estar de vermelho!"

“Amor, cansei de passar o Natal de vermelho, já são quatro anos."

Gael estava com camisa azul e bermuda branca, e a tradição não era essa, não combinaríamos! E eu adoro combinar roupa com meu namorado. Quem nunca, né, Marias?

Bem, respirei fundo e lembrei que não era dia de se estressar. Os convidados foram chegando, e a festa estava a todo vapor.

Comida ótima, papos excelentes e quase meia-noite. Ahhh, à meia-noite temos o hábito de acender as velas da árvore e comer os chocolates. As crianças adoram.

Papai Noel chegou com os presentes, e nós acendemos as velas. A cena estava linda. Se não fosse o Jorginho, meu sobrinho que já estava grandinho para a parte do Papai Noel, tudo teria dado certo.

Jorginho encrencou com a barba do bom velhinho e, aos 9 anos, acabou querendo desmascarar o Papai Noel. Ele puxou a barba, e claro que ela saiu. As crianças começaram a chorar, e o Jorginho resolveu dar um fim àquela fantasia: jogou a barba na direção da árvore.

Agora, para tudo! O que vocês acham que acontece com uma barba branca feita de náilon se arremessada na direção de uma árvore de pinheiro natural cheia de velas acesas?

Simmmm, Marias! A árvore pegou fogo, e não só a árvore, mas as chamas foram para a cortina… tivemos que chamar os bombeiros, e foi a maior confusão. Nessa hora, percebi que em casa só tinha duas portas e muita gente para sair.

Bom, os homens começaram a jogar água na cortina e na árvore, mas aquele fogo só aumentava. Os bombeiros chegaram e resolveram a situação.

Mas pensa comigo. Como continuar a festa?

Bem, no fim das contas, ficamos apenas eu, Gael, meus pais, minhas irmãs e meus sobrinhos, e o danado do Jorginho ainda estava contando vantagem porque era um legítimo detetive, tinha desmascarado o bom velhinho.

Percebi que não era tão ruim passar o Natal só com a família. Ouvi histórias do meu pai que ele me contava quando criança, minha mãe era só gargalhadas… com tanta gente todos os anos, talvez tenha perdido a real essência do Natal. Não é o glamour, e sim aquilo que aquece o coração.

Agora, só quero festa para dez pessoas. Neste ano, será assim, e estou realizada do mesmo jeito.

Masssss... nada de velas. Os chocolates, ahhhh, ficam, né?

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Imagina só ver a árvore literalmente brilhando? Brilhando em chamas? Nossa, só de imaginar me dá desespero!

Mas o bom dessa história e que tocou meu coração foi que a nossa Maria teve a percepção de que o importante mesmo é estar com quem a gente ama. O resto… Ahhh, o resto é só resto.

E vocês, como costumam passar o Natal? Me contem tudo!

Desejo a todas vocês um Natal lindo, com muito amor! E não se esqueçam do verdadeiro significado da data.

Até a próxima semana!

Um beijo, Marias!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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