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Maria do Caos
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Sabe a lei de Murphy? Não a subestime, ela existe mesmo

Parece até clichê, mas sabe aquele dia em que tudo começa errado e termina errado também? Porém, meio que na contramão dessa situação, você toma a melhor (ou pior) decisão da sua vida? A Maria de hoje, teve coragem

Maria do Caos|Maria do Caos

E aí, Marias!!!

Como passaram a semana? E o feriado? Duvido que não tenham vivenciado uma situação caótica, conta aí, vai!

Falando nisso, recebi muitas histórias. Uma melhor do que a outra e vou contar todas aqui (algumas terei que censurar! Mariassssss, vamos conversar sobre limites?)

Mas, antes, pensei em mostrar para vocês como funciona esse bololô de Maria na prática. Então, resolvi reviver um dia muito louco de uma Maria que tomou uma decisão na impulsividade (quem nunca?!?) e depois, se desesperou.

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Respira Maria! Não surta, Maria! Lembra que as histórias que contamos têm final feliz, ou pelo menos, algo engraçadinho.

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E, para melhorar a experiência, nesta semana, vocês poderão ouvir essa história, clicando no link aqui embaixo, ele vai te levar até a página do aplicativo de música.

Estão prontas? Então, fechem os olhos e vivam essa história junto com nossa Maria.

https://open.spotify.com/episode/3qQKFURlZ91xgASpfnMUnw?si=H0B6HD6LQLyRuzm0lzUb9w

Era uma quarta-feira, cinzenta, tinha chovido a noite inteira e eu já tinha me arrependido de ter me mudado para o apartamento de frente para a rua: "Por que insisti que tinha que ser o da frente, hein? Agora escuto o assobio do vento, o grito da chuva na janela e a insônia tagarela aos meus ouvidos durante as tempestades. Assim fica difícil acordar de bom humor."

Respirei fundo e tirei 300 quilos de cobertas, dei aquela espreguiçada, botei o pezinho para dentro da pantufa e, de leve, olhei pra janela à minha esquerda. "Ai que dia perfeito para ficar na cama." Logo em seguida, já lembrei que não nasci em berço de ouro e que tinha que me animar de qualquer jeito.

Levantei, abri a frestinha da janela e logo veio um barulho chato de coisa enguiçada. Sabe aquele som chato de que algo está emperrado? Sei que você entendeu, Maria.

Meus olhos ainda estavam meio grudados, fui me arrastando até o banheiro. Lavei o rosto, me despi e então me olhei no espelho: "Hoje vou na força do ódio!".

Entrei no box decidida a emanar forças vibracionais positivas para o universo, mas quando tentei... engasguei. Pois é, seria esse um sinal de um dia terrível?

Coloquei meu roupão e fui daquele jeito até a cozinha pegar o café, ah o cafezinho, não é à toa que dizem que o dia só começa depois de um café, mas, é claro, que a máquina não estava funcionando, óbvio, não Maria?

Estava superatrasada e sai correndo para me arrumar.

"Vai minha filha, terninho? Vestido? Camiseta, jeans, blusinha de seda, cadê a blusinha? Acheiiiiiiiiii, hum, é não vai rolar! Vamos de terninho preto."

— Eu queria um minuto, agora, para falar que, apesar da minha tentativa de paciência, o mundo, o cosmos, o universo não querem me ajudar hoje. A chave emperrou na fechadura. E você quer detalhe?!?! Eu estou de terno e pantufas.

Dei um jeito de tirar a chave, aí entrei, troquei o sapato. Quando estava no elevador me lembrei da máscara, voltei para pegar, aí o elevador parou no segundo andar para sempre. Desci de escada. Dois andares abaixo, percebo que esqueci o laptop, sobe, pega o laptop, a bolsa, a máscara, tranca a porta, a chave emperra, desemperra, desço a escada e adivinha quem deixou o farol ligado a noite toda??? Ufa, o porteiro resolveu!

Lógico que, para variar, peguei todos os faróis fechados e com a gasolina no talo parei no posto.

O frentista: "Quanto coloco, dona?"

Dona? Sério que ele me chamou de “dona”?!?

"Coloca cinquenta reais, por favor!"

"Quer que eu veja água, óleo.... Calibre os pneus? ”

"Nãooooo..."

Oh, Maria, sem grosseria! Segura a língua que o cara não tem nada a ver com seu dia ruim.

"Muito obrigada, só a gasolina mesmo, que, olha... Tá cara, hein!"

"Ah dona, a economia está terrível..."

Lá vinha ele com o “dona” de novo...

Estava sem tempo para falar da economia do país. Depois de abastecer, pagar e respirar umas dez vezes, saí do posto.

Seguia com a minha musiquinha, lalalalala… tá tudo bemmm.. lalalalala tá tudo massa! Eu estava fazendo meditação para não explodir e, mesmo atrasada, cheguei ao trabalho com a cabeça positiva, na tentativa de que tudo a partir daquele momento seria ótimo!

Vou parar rapidamente para falar do Ricardo, meu chefe! Pensa naquele tipo terno sob medida. Pois é ele mesmo. O detalhe? O bicho machista não me suporta, me acha muito metidinha e a recíproca é verdadeira tá?!?!

Lá vem ele. Adivinha? Me pediu para ficar até tarde e continuou...

"Nem faça planos, mas calma, é só uma “coisinha”...

Marias, prestem muita atenção a esse conselho: quando alguém vem com “inha”, não caia nessa, você sabe que, na verdade, é “ão”.

Saí do elevador direto para a copa, tomei 1 litro de café e levei mais 1 litro para minha mesa (ah, nós, mulheres, não somos nada exageradas quando se conta história, né Marias?) Me acomodei em minha mesa, respirei fundo e abri meu e-mail. De ontem para hoje: “O quê? É sério isso?" — 250 emails.

Fui resolvendo os problemas, enquanto olhava de canto para o Ricardo, que ia de mesa em mesa contar gracinha e tomar cafezinho com todos os homens da empresa! Parecia que só eu tinha trabalho!

Oito horas depois, eu, sem almoço, com uma seringa de café pendurada na veia, a gastrite berrando, o email bombando... E o Ricardo mostrando foto de mulher para os caras. Ah, você conhece um desse tipo, Maria?!

ATENÇÃO: Lembrando que os nomes aqui foram trocados para evitar conflitos sérios.

Doze horas depois, eu sozinha no escritório, toca meu telefone e, adivinha? Sim, Maria, acertou se disse que era o Ricardo, meu chefe. Pior que do outro lado da linha era só barulho. Vocês acreditam que ele estava em um bar com a galera e me pediu para fazer o relatório que é dele, para ele?

Sério, vocês entenderam? Ricardo estava em um bar com os coleguinhas da firma e me ligou para que eu fizesse o trabalho dele. Oiiii??????????

A raiva bateu forte na porta, tentei segurar o rojão, mas estava mais forte do que eu. Marias, estava à beira de um ataque de nervos.

Entrei em um conflito comigo mesma como se tivesse me transformado em duas, uma queria que mantivesse a calma, enquanto a outra botava lenha na fogueira.

"Ricardo, eu, eu, eu me.... DE - MI- TO"

Peraí, deixa eu me recompor. Peguei minha bolsa, e fui embora!

Ai que mulher empoderada, maravilhosa, incrível, finalmente tive coragem de fazer algo que ressignifique meu ser... Tão valente, tão corajosa e sem fundo de garantia, sem salário, sem bônus, sem plano se saúde, e sem vale-refeição. O que eu fiz?!?!

Fui para casa, chorei litros. Meu telefone? Não parava de tocar. Eu, sem condição de atender.

No dia seguinte, aquela ressaca moral que a cabeça parecia que se quebraria ao meio. Fui para o banho, estava lá tentando sobreviver e, do nada, um número desconhecido me liga...

"Alô? Claro, posso sim!"

O emprego dos meus sonhos…

Ah, mas isso é história para outro episódio.

É incrível como histórias assim fazem com que a gente perceba que sempre que uma porta se fecha, uma janela se escancara para um mundo todo novo. É só ter coragem...

E volto a repetir: respira Maria, não surta Maria, falta só uma semana para o nosso próximo encontro. E eu já estou ansiosa.

Se você tiver uma história doida, conta para mim lá no @monicasiomoestv.

Beijos, Maria.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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