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Maria do Caos
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Uma amizade bem, bem diferente mesmo

Nossa Maria da semana adotou um animalzinho de estimação inusitado: a lesma Francisca

Maria do Caos|Mônica SimõesOpens in new window

Comprei uma planta e ganhei a minha melhor amiga Imagem criada por IA via Leonardo.IA

E aí, Marias!

Como passaram uma semana? Eu estava morrendo de saudades de todas vocês. Tive que dar uma pausa porque tive um probleminha no meu braço, mas já estou pronta para voltar a escrever e contar as melhores histórias de todos os tempos!

Inclusive, tenho várias histórias guardadas. Foi bem difícil escolher aqui contarei a seguir. Depois da nossa história da máquina de café, recebi um monte de casos sobre encontro de bichinhos inesperados dentro de casa… É impressionante a maneira como esses animaizinhos entram em nossas casas e às vezes nem percebemos a presença deles.

Por isso, hoje vou contar mais uma história de amor entre humanos e insetos. Mas, dessa vez, prometo que a história será bem bonitinha…

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Venha comigo e aproveite cada segundo desse relacionamento um tanto diferente.

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Tinha acabado de me mudar e queria muito decorar o apartamento. Fui a uma loja daquelas que vende de tudo, desde materiais para construção, móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos até plantas. Quis olhar tudo de perto, fui ver os móveis e escolhi escrivaninha, mesa para home office e guarda-roupas. Aí fui para a sessão de quadros, fiquei aproximadamente 45 minutos olhando cada detalhe de cada obra de arte. Como é difícil escolher quadros para casa, né, Marias?

Depois de decidir sobre os quadros e os móveis, pensei que tinha que ter algum verdinho também dentro de casa. Apartamento era bem pequeno, 38 m², somente para mim. Mas, talvez eu precisasse colocar umas plantas bem próximas ali da sacada. Eu adoro o ambiente de terraço, o meu era bem pequenininho, mas tinha dado para colocar uma poltrona e havia uns espaços dos lados para colocar pelo três plantinhas.

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Fiquei apaixonada por um monte, foi bem difícil decidir. Mas uma me chamou bastante atenção. Sabe aquele tipo de planta que é um pouco maior e tem as folhagens mais pontiagudas? Eu me apaixonei por uma dessas, foi paixão à primeira vista mesmo.

Tive dificuldades para pegá-la porque o vaso era muito pesado. Pedi ajuda para o vendedor e logo ela estava lindíssima no meu carrinho. Com aquele tamanho de planta, não precisaria de mais nenhuma. A paixão foi tão grande que eu quase quis acariciar cada folhinha daquela plantinha linda!

Paguei a conta e com ajuda coloquei a plantinha dentro do carro. Somente levei a plantinha, o restante do que comprei ficou programado para entregar em outro dia. Cheguei em casa empolga e fui arrastando a plantinhas com ajuda do porteiro até o terraço do meu apartamento.

A minha nova paixão, minha nova companheira em um lugar estratégico, onde eu pudesse olhá-la do sofá e também ficasse bem pertinho quando estivesse lendo na poltrona. Os dias foram passando, e eu lembro que regava a cada três dias a plantinhas. O resto dos móveis e também dos eletroeletrônicos chegaram em casa, e o apartamento ficou completo.

Até que um belo dia, uma manhã de domingo, resolvi passar o dia em casa sem fazer absolutamente nada. Me sentei na poltrona e fiquei olhando a paisagem linda de Curitiba. Aí, virei para o lado e fui olhar para as folhinhas verdes da minha planta. Gente, eu fiquei realmente obcecada por essa planta.

De repente, vi algo se mover nela, mas era algo meio diferente de tudo que eu já tinha visto. Era algo meio molenga, mas também era verde, um pouquinho mais escuro do que a própria planta. Resolvi me aproximar, quando olhei direito...

Gente, eu só aquele tipo de pessoa que gosta de tocar, sabe? Aí resolvi tocar, quando toquei senti aquela estrutura meio viscosa. Vocês não vão acreditar, além da planta, tinha uma outra companheira dentro do meu apartamento: uma lesma.

Sei que muitas de vocês, Maria, devem estar com nojo. Mas, confesso que não fiquei não. Sou formada em biologia e achei um animal até que bem bonitinho, que poderia ser mais um companheiro pra mim. Tirei uma foto do bichinho e verifiquei de qual espécie a lesma era. Como não poderia saber se era macho ou fêmea, resolvi chamá-la de Francisca.

Na época, eu me sentia muito solitária. Estava terminando meu mestrado, e trabalhava demais, tinha poucos amigos porque o trabalho e os estudos não me deixavam sair muito de casa. Além do mais, minha bateria social é muito baixa, se é que me entendem!?

Aí, desde então, todos os dias pela manhã eu dava bom dia para minha plantinha e também para a Francisca. Nosso relacionamento durou aproximadamente 10 anos, acredita numa coisa dessas? Até que um belo dia eu acordei e não encontrei mais a Francisca. O desaparecimento da bichinha é um mistério até hoje. Mas pelo menos nos dias atuais, sou um pouco mais social: casei e tenho dois filhos, além de três cachorros. E, claro, a minha plantinha, que será pra sempre a minha melhor amiga.

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Maria, vocês teriam coragem de ter uma melhor amiga lesma? Eu não sei se eu teria não! Mas, a nossa Maria da semana foi bem bonitinha chamando a lesma de Francisca. Imagina só você recebendo visitas em casa e apresentando a tal da Francisca? Meio esquisito, né? Mas se a história veio parar no Maria do caos é porque tem que ser esquisito mesmo né?

Gostou desse caso bonitinho de amor entre humanos e animal?


Tem também uma história bem doida pra contar? Mande pra mim, terei uma maior prazer de contar esse caso aqui na nossa salinha


Ótima semana pra vocês.


Um beijo, Marias.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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