Logo R7.com
RecordPlus

A prega na orelha que preocupa cardiologistas

Sinal de Frank é diagnóstico de infarto? Entenda o que ele realmente indica

Meu Umbigo|Thais AngelucciOpens in new window

  • Google News
Henrique Maderite tinha “sinal de Frank” na orelha Montagem - Reprodução/Instagram/@henriquemaderite

A gente olha espinha, olheira, linha de expressão, celulite, gordura localizada… mas a orelha? A orelha passa ilesa. Coitada. Só entra no radar quando aparece um brinco novo ou um fone caro.

Até que, de repente, ela vira notícia.


A morte do empresário e influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, vítima de um infarto fulminante, trouxe de volta um alerta pouco conhecido fora dos consultórios: a famosa prega diagonal no lóbulo da orelha, também chamada de Sinal de Frank. Aquela ruguinha atravessada que muita gente acha charme, genética ou “idade chegando”.

Spoiler nada animador: pode ser mais do que estética.


Descrito pela primeira vez em 1973 pelo médico americano Frank, o sinal chamou atenção porque aparecia com frequência em pacientes com doença obstrutiva das artérias do coração. Desde então, a medicina vem observando essa dobra como uma possível pista de que algo não vai tão bem por dentro — mesmo quando por fora está tudo aparentemente normal.

Segundo o cardiologista Dr. Filippe Filippini, o Sinal de Frank é uma alteração no lóbulo da orelha caracterizada por essa prega diagonal, e hoje já se sabe que ele não está relacionado apenas ao coração. Ele também pode indicar alterações nas artérias que levam sangue ao cérebro e aos membros, como as pernas. Ou seja: estamos falando de um possível marcador de doença multivascular.


Antes de sair desesperado analisando a própria orelha no espelho do banheiro: calma. Ter o Sinal de Frank não significa, automaticamente, que você vai ter um infarto. Não é sentença, nem diagnóstico fechado. Mas, como todo alerta do corpo, ele merece atenção.

Pacientes que apresentam essa alteração têm maior probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares, especialmente quando o sinal vem acompanhado do combo clássico que a gente insiste em fingir que não vê: pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e excesso de álcool.


E tem um detalhe importante: não é igual ter a prega de um lado ou dos dois. Quando ela aparece de forma bilateral (nas duas orelhas) e mais profunda, a associação com doenças cardíacas é considerada maior pelos especialistas.

Traduzindo para o português claro: quanto mais marcada e simétrica a dobra, mais alto o alerta.

O que fazer, então, se você percebeu essa ruguinha estratégica ali no lóbulo? Fingir que é charme não ajuda. O caminho correto é simples (e nada glamouroso): marcar uma consulta com um cardiologista, fazer uma avaliação completa, exame físico e investigar os fatores de risco.

Com acompanhamento adequado, dá para ajustar pressão, alimentação, hábitos e rotina antes que o corpo precise dar avisos mais barulhentos — daqueles que não pedem licença e mudam a vida em segundos.

No fim das contas, o Sinal de Frank é isso: uma pista. Não é profecia, mas também não é detalhe estético aleatório. É o corpo cochichando algo que talvez a gente precise ouvir antes que ele resolva gritar.

Gostou ou conhece alguém com a prega na orelha? Compartilha este texto.

Beijos e até o próximo texto

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.