Vinhos nacionais ganham protagonismo na ceia do brasileiro
Escolha reflete a maturidade de um país que aprendeu a brindar com identidade
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Durante muito tempo, o Natal brasileiro foi marcado por uma contradição curiosa: pratos profundamente ligados ao nosso cotidiano e às nossas celebrações, mas taças ocupadas majoritariamente por vinhos importados.
Esse cenário mudou, e não por modismo ou patriotismo, mas por coerência. Afinal, quem cresce junto, vai junto.
O avanço técnico da vitivinicultura nacional, a diversidade de terroirs e a evolução do consumidor brasileiro transformaram os vinhos do país em escolhas naturais para a ceia.
Hoje, eles não entram na mesa como alternativa, mas como protagonistas.
Um país, muitos vinhos — e todos à mesa
O Brasil vive um momento de consolidação no vinho. A produção cresce em qualidade, identidade e variedade, indo muito além da Serra Gaúcha.
Brasília, Minas Gerais e São Paulo já apresentam projetos sólidos, com estilos próprios e soluções técnicas adaptadas ao clima brasileiro.
Esse novo mapa vitivinícola se reflete diretamente na ceia de Natal: vinhos pensados para acompanhar comida, com frescor, equilíbrio e versatilidade, exatamente o que uma mesa cheia de sabores pede.
Espumantes brasileiros: consenso absoluto
Se existe hoje um ponto de concordância entre produtores, sommeliers e consumidores, ele atende pelo nome de espumante brasileiro.
O país se firmou como referência nesse estilo, e os resultados recentes confirmam essa maturidade.

O NOVA Espumante Brut 2023 é um exemplo emblemático. O rótulo foi consagrado com Medalha Grande Ouro no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, figurando entre os 15 melhores espumantes do país.
Um reconhecimento ainda mais expressivo diante da dimensão do concurso, que reuniu mais de 500 amostras de seis estados brasileiros, avaliadas às cegas por um júri especializado.
Ao lado dele, rótulos como o Aliança Moscatel Rosé, o Santa Colina Moscatel e o NOVA Trebbiano Toscano Edizione Speciale, criado em homenagem aos 150 anos da imigração italiana no Brasil, mostram a consistência e a diversidade do portfólio nacional.
Na prática, são espumantes que entendem a mesa brasileira: refrescam, acompanham diferentes pratos e mantêm a conversa fluindo.
Tintos com profundidade, não excesso
Tintos muito alcoólicos, extraídos ou marcados por madeira tendem a cansar na ceia. O Natal pede vinhos de corpo médio, com fruta evidente e boa acidez, capazes de acompanhar carnes assadas, recheios e acompanhamentos variados.
Aqui entram com vantagem tintos brasileiros mais equilibrados, feitos para a mesa.
Duas boas opções para esse momento:

Miolo Giuseppe Merlot / Cabernet Sauvignon Um tinto de perfil elegante, com taninos domados e fruta madura, que funciona especialmente bem com peru assado, tender, carnes suínas e pratos com ervas.
A estrutura acompanha a comida sem dominar, e a acidez ajuda a lidar com molhos e acompanhamentos mais ricos.
O Grande Encontro, da Vinícola Lugares Esse vinho traduz bem o espírito da ceia brasileira. Elaborado a partir de uvas cultivadas em Villa Bari, na região metropolitana de Porto Alegre, reúne Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc de diferentes safras — 2006, 2011, 2012, 2013 e 2022 — maturadas em barris de carvalho da Eslavônia.
O resultado é um tinto complexo e gastronômico, com taninos macios e notas de frutas secas, café, tabaco, chocolate amargo e especiarias.
Funciona muito bem com carnes assadas, aves recheadas e pratos com especiarias, acompanhando a ceia com profundidade, sem excessos.
Claretes e tintos leves: o Natal pede frescor
A grande novidade, e talvez o sinal mais claro de maturidade do mercado brasileiro, está nos tintos leves e claretes, pensados para consumo descontraído, inclusive levemente refrigerados.
Nesse contexto, o Clarete de Verano 2025, da Vinhos Larentis, surge como um dos lançamentos mais coerentes do ano.
Trata-se do primeiro clarete da vinícola, elaborado a partir de um corte de Marselan e Malbec, com produção limitada a somente 4 mil garrafas.
Leve, vibrante e aromático, o vinho combina a fruta e a estrutura do Malbec com a delicadeza do Marselan, parcialmente macerado, resultando em um tinto jovem, luminoso e fácil de beber, pensado para ser apreciado entre 10 °C e 12 °C, inclusive durante os dias quentes do fim de ano.
A escolha da garrafa âmbar e da tampa de rosca reforça o perfil contemporâneo do rótulo, alinhado a uma tendência global de vinhos descomplicados, feitos para acompanhar encontros informais, mesas leves e celebrações ao ar livre.
Vinhos que nascem perto, combinam melhor

O Clarete de Verano dialoga com um movimento mais amplo: vinhos que nascem no mesmo contexto climático, cultural e gastronômico da comida que acompanham.
O mesmo vale para os vinhos de Brasília, com sua viticultura de inverno; para os projetos de Minas Gerais, que exploram altitude e frescor; e para as produções autorais de São Paulo, cada vez mais focadas em identidade e precisão.
No Natal, essa proximidade faz diferença. São vinhos que não tentam se impor, mas participam da mesa.
Afinidade é a melhor harmonização
Escolher vinhos brasileiros para a ceia de Natal deixou de ser escolha alternativa para se tornar decisão lógica. Eles acompanham a comida, respeitam o ritmo da celebração e refletem a diversidade do país.
No fim, a melhor harmonização não está nas regras rígidas, mas na afinidade. E, hoje, o vinho brasileiro cresceu com a mesa do país, e está mais do que pronto para brindar esse encontro.
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