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Atividade física diminui em até 30% risco de câncer voltar

Não sou fanática por atividade física. Para mim, levantar cedo e vestir os tênis é um sacrifício. Sei que para grande parte das pessoas também é. Mas fazer apenas minhas vontades não me levará a lugar algum

Papo de Paciente|Marcela Varasquim e Marcela Varasquim

Atividade física diminui o risco de o câncer voltar
Atividade física diminui o risco de o câncer voltar Atividade física diminui o risco de o câncer voltar

Acabo de descobrir um segredo. Lamento não ter sido apresentada a ele antes, mas também sei que para tudo há o tempo certo. Provavelmente a vida achou que eu não estivesse verdadeiramente pronta, e a luz dessa solução ofuscaria os meus olhos. Afinal de contas, a cortina que nos apresenta à vida não pode ser aberta de uma vez só — há chance de causar cegueira. Por isso, apenas agora, depois de descobrir o que é realmente eterno, ganhei a chave para abrir esse segredo.

Parece simples, e até banal. Mas, nessa jornada em busca de descobrir quem somos, o que era óbvio ressurge como uma porta camuflada para passar pelos muros mais intransponíveis. A porta sempre esteve lá, e a chave nunca saiu da nossa mão. A diferença é que, agora, não estamos mais paralisados, e conseguimos levá-la até a fechadura.

Quando abri essa porta, descobri que fazer sempre a minha vontade seria como escavar um buraco cada vez mais fundo para me esconder. Quanto mais profundamente eu desço, mais difícil é para enxergar a luz.

Em determinado momento, eu poderia confundir a escuridão do buraco com a realidade. E esse é um grande perigo: corre-se o risco de acreditar que a vida é apenas o que existe no buraco. Talvez Platão já tenha dito algo parecido há 2.500 anos. Bom seria se o óbvio fosse fácil de entender.

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Pode parecer contraditório, mas minhas vontades estão na direção oposta à dos meus sonhos. Vou tentar explicar: se eu fosse obedecer à minha vontade, dormiria até mais tarde, em vez de levantar cedo para ir à academia. Se eu fosse obedecer à minha vontade, ficaria aquecida nas cobertas em vez de ir para a natação nos dias frios.

Acontece que ter um corpo saudável é o meu sonho. Para realizá-lo, preciso ser superior às minhas vontades. Não há problema algum em se render aos desejos: mas talvez o preço a ser pago seja estar sempre insatisfeito.

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Dia desses, assisti a uma entrevista do médico oncologista Fernando Maluf, criador do Instituto Vencer o Câncer, sobre a importância da atividade física para evitar a recidiva do câncer. Procurei o médico para confirmar essa estimativa, que me pareceu bem motivadora: ele me explicou que a atividade física reduz em até 30% a chance de recorrência da doença.

Segundo ele, quem faz exercícios combate a obesidade, que pode gerar uma inflamação crônica no corpo, aumentar a produção de hormônios e aumentar a produção de insulina — todos são fatores de risco para o câncer. “Mas a atividade física tem o poder de reverter tudo isso”, ele ressalta.

Saber que tenho 30% de responsabilidade no combate a uma recidiva é grandioso e muito sério. Para ter a vida que quero, preciso fazer o que não quero. É hora de colocar os tênis!

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