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Pessoas narcisistas: compreensão de comportamentos e impactos nos relacionamentos

Características psicológicas explicam desafios e formas de proteção.

Vanity Brasil|Do R7

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Créditos: Imagem/Divulgação Vanity Brasil - Lifestyle

Pessoas com traços narcisistas frequentemente se apresentam com uma imagem de carisma, segurança e encanto em estágios iniciais de interação. Contudo, o que pode parecer uma qualidade se revela, com o tempo, como um conjunto de padrões comportamentais que afetam diretamente o equilíbrio emocional daqueles que convivem com elas. A psicologia oferece uma lente para compreender essas características e apresenta caminhos mais seguros para lidar com tais relações.

Do ponto de vista psicológico, o narcisismo está intrinsecamente ligado a uma necessidade intensa de admiração e validação externa, levando o indivíduo a priorizar suas próprias necessidades em detrimento das dos outros. Entre os sinais mais comuns identificados por especialistas estão uma acentuada sensação de superioridade, a dificuldade de demonstrar empatia genuína, a tendência a exagerar as próprias conquistas e uma extrema sensibilidade a qualquer forma de crítica. Apesar da aparente confiança, a autoestima de pessoas narcisistas é frequentemente frágil e dependente do reconhecimento alheio.


A reação a críticas é um ponto sensível, pois qualquer objeção é percebida como uma ameaça direta à imagem que a pessoa narcisista tenta sustentar. Isso resulta em reações defensivas frequentes, que podem incluir explosões de raiva, ataques verbais, ironia ou o silêncio punitivo. Tais comportamentos servem como mecanismos de proteção de um ego instável, uma característica marcante da personalidade narcisista. A manipulação emocional, por sua vez, manifesta-se de forma sutil no início, progredindo para a distorção de fatos, invalidação de sentimentos alheios e a criação de dúvidas na percepção do outro, um fenômeno conhecido como gaslighting.

Essa dinâmica de relacionamento tende a se tornar emocionalmente desgastante, pois se estrutura em torno de uma única pessoa, com o outro assumindo um papel de apoio constante, mas sem reciprocidade emocional. Consequentemente, observa-se um aumento do cansaço mental, uma sensação persistente de culpa e a perda gradual da própria identidade por parte do parceiro ou convivente. O impacto psicológico do narcisismo pode ser profundo, especialmente em relações afetivas próximas. O Dr. Rafael Gratta, por exemplo, explica em sua plataforma que narcisistas partem do pressuposto de que são superiores e nunca estão errados, aconselhando a não discutir, não entrar no jogo deles e não alimentar o ego, além de manejar as expectativas quanto à possibilidade de mudança.

Diante desse cenário, a psicologia é clara ao afirmar que, embora não seja possível mudar o outro, é plenamente possível proteger a si mesmo. Adotar expectativas realistas e estabelecer limites bem definidos são atitudes cruciais. Estratégias importantes incluem estabelecer limites claros sem entrar em disputas constantes, evitar justificar excessivamente as próprias decisões, manter uma rede de apoio externa à relação e priorizar o autocuidado e a saúde emocional. Em situações onde a relação se torna abusiva ou destrutiva, o afastamento emerge como a escolha mais saudável para preservar o bem-estar individual.

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