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Cão Orelha: o que aconteceu aos adolescentes após 2 meses

Entenda como está o caso do cão Orelha mais de dois meses depois do ocorrido.

Bebê Mamãe

Bebê Mamãe|Do R7

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O que houve com o adolescente que teria tirado a vida do cão Orelha Reprodução: polícia Civil

Mais de dois meses se passaram desde quando o cão Orelha partiu na região da Praia Brava em Florianópolis. E a questão que ficou é: o que houve com os adolescentes e os adultos envolvidos no caso? Alguém está detido? A apuração do caso está em sua reta final.

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) provavelmente deve se posicionar nos próximos dias sobre o inquérito do caso do cão Orelha. O MP-SC está analisando o material probatório que foi enviado pela polícia civil. Este material inclui mais de mil horas de vídeos e documentos. E é esperado que nos próximos dias o MP-SC decida se irá apresentar denúncia contra algum dos supostos envolvidos no caso a justiça.


Durante a análise de material foi pedido mais informações para a polícia civil. Por sua vez, a polícia civil afirmou que no final de fevereiro entregou mais de “61 diligências complementares” ao MP. A polícia civil também afirmou que estes materiais “reforçam e corroboram as conclusões iniciais dos procedimentos policiais”.

Em um comunicado sobre o caso no início de março, o MP afirmou: “O objetivo é garantir a elucidação completa dos fatos, com rigor técnico, responsabilidade e absoluto respeito ao devido processo legal, assegurando que nenhuma informação relevante deixe de ser considerada”.


O cão Orelha foi encontrado bastante machucado por uma moradora da região que o levou para o veterinário. Infelizmente, ele não resistiu e partiu no dia 5 de janeiro. A polícia civil concluiu seu inquérito afirmando que apenas um adolescente teria sido o responsável por tirar a vida do cão Orelha. Os investigadores pediram a internação socioeducativa do rapaz. A polícia civil também indiciou três adultos por suposta coação a um porteiro que foi ouvido como testemunha.

No momento ninguém está detido. E o Ministério Público está analisando justamente se vai acatar ou não estes pedidos que foram feitos pela polícia Civil.


Veterinário do caso do cão Orelha fala e surpreende

As dificuldades no caso do cão Orelha envolvem a ausência de imagens. Não há imagens da suposta agressão contra o Orelha. Além disso, a única prova que se tem de uma agressão contra o cachorro é o laudo de uma página do veterinário que o atendeu. O corpo do cachorro chegou a ser exumado. Mas como isso só aconteceu 40 dias após sua partida, não foi possível determinar o que aconteceu.


Inclusive, na época desta exumação do cão Orelha que aconteceu em fevereiro, o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de Santa Catarina se reuniu com o veterinário que atendeu o cachorro antes dele partir, Derli Royer.

O CRMV emitiu uma nota sobre este encontro. Na nota, eles frisaram “os desafios enfrentados por médicos-veterinários que atuam em contextos sensíveis, muitas vezes sob forte pressão social e emocional”. Além disso, o CRMV  orientou o “registro técnico correto de documentos como atestado de óbito para proteção do profissional” e “para subsidiar o trabalho das autoridades”. O veterinário Derli Royer surpreendeu ao afirmar que não quer mais falar sobre o caso do Orelha.

O fato dos adolescentes que estariam envolvidos no caso serem de famílias de classe alta gerou muitas dúvidas entre a população sobre se o caso estava sendo tratado da forma correta.

Enquanto não há uma decisão sobre os supostos envolvidos, estes seguem vivendo suas vidas. Recentemente foi revelado que um dos jovens foi recebido com protestos na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), no dia 9 de março, que foi o primeiro dia do semestre letivo. Alunos exibiram cartazes pedindo a expulsão do rapaz. Este rapaz também teve o pai indiciado por coagir o porteiro.

Adolescente que teria tirado a vida do cão Orelha Reprodução: polícia Civil
O caso do cão Orelha ainda não teve uma conclusão Reprodução: polícia Civil
Adolescente que teria sido responsável pela partida do cão Orelha Reprodução: polícia Civil

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