Laudo diz causa da morte de mãe e filho na piscina do hotel
Laudo apontou qual foi a causa da partida de mãe e filho.
Bebê Mamãe|Do R7

O laudo do Instituto de Criminalística de Maceió apontou qual foi a causa da morte de mãe e filho na piscina de uma pousada em Maragogi no litoral do Alagoas. A mãe Luciana Klein Helfstein, 39 anos, e o menino Arthur Klein Helfstein Alves, 11 anos, foram encontrados mortos dentro da piscina da pousada há um mês.
O caso aconteceu no dia 4 de janeiro deste ano. Mãe e filho, que são de São Paulo, estavam aproveitando dias de férias em Maragogi. Foi o companheiro de Luciano quem encontrou os dois dentro da piscina, localizada na cobertura. O companheiro de Luciana estava no quarto de hotel, aguardando a equipe de manutenção do chuveiro, que havia quebrado. Quando ele percebeu a demora de Luciana e Arthur em voltaram da piscina, foi procurar por eles.
Mãe e filho ainda chegaram a serem socorridos, mas não resistiram. Inicialmente, pensou-se que eles haviam se afogado, mas a realidade é muito mais assustadora e mais detalhes foram revelados com a divulgação do laudo do caso.
Investigações preliminares já haviam apontado que foi um choque elétrico que tirou a vida deles. E agora, o laudo apontou que foi um varal de luzes instalado incorretamente causou o choque que tirou a vida de Luciana e Arthur.
Peritos revelam a causa da partida de mãe e filho em pousada
O perito José Veras e Diozênio Monteiro, especialista em engenharia elétrica, analisaram o local do acidente. Eles identificaram a presença do varal de luzes muito próximo a piscina. De acordo com eles, esta instalação infringia diversas prescrições da norma ABNT NBR 5410 (2004).
O perito e especialista em engenharia elétrica, Diozênio Monteiro, disse: “Verificamos que o conector tipo plugue macho, situado no flanco direito do conjunto, encontrava-se em contato direto com a estrutura metálica do guarda-corpo, promovendo a energização acidental de toda a referida estrutura. Medições técnicas realizadas no local confirmaram um potencial elétrico de aproximadamente 220 V (duzentos e vinte Volts) na superfície metálica”.
O perito também explicou que como a área da piscina está frequentemente molhada, este local é classificado como de alta criticidade, ou seja, é capaz de causar choques fat4is em qualquer pessoa que interagisse com a água.
O perito ainda falou sobre os riscos que mãe, filho e demais hóspedes correram. “Os frequentadores da área encontravam-se em uma condição insegura crítica. Na qualidade de pessoas inadvertidas, os usuários desconheciam o perig0 ocult0 na estrutura metálica, configurando um cenário de risco derivado diretamente da negligência, imprudência ou imperícia dos responsáveis. A ausência de medidas de controle e a inobservância das normas técnicas transformaram a área em um ambiente de perig0”.


















