Mãe que tirou a vida da bebê Beatriz é solta 11 meses depois
A mãe da bebê Ana Beatriz, Eduarda Silva de Oliveira, foi solta 11 meses após ter tirado a vida da pequena.
Bebê Mamãe|Do R7

A mãe da bebê recém-nascida Ana Beatriz Silva de Oliveira, Eduarda Silva de Oliveira, foi solta 11 meses após ter tirado a vida da pequena. A bebê de apenas 15 dias partiu em Novo Lino, interior de Alagoas. Eduarda confessou após vários dias que foi a responsável por tirar a vida da filha.
O caso gerou grande repercussão no ano passado. Isto porque inicialmente no dia 11 de abril do ano passado, a mãe Eduarda disse para a polícia que sua bebê havia sido sequestrada por quatro pessoas em um carro que teriam a abordado na rua e tirado a criança de seus braços. Isto levou a uma grande busca pelo estado do Alagoas, além de uma enorme repercussão no país e preocupação por parte de pais de bebê.
Foi apenas após quatro dias de intensa investigação, na qual as diversas versões apresentadas pela mãe foram checadas e todas foram desmentidas, que Eduarda acabou confessando que tirou a vida da filha.
Ela confessou que sufocou a filha recém-nascida com um travesseiro porque não aguentava mais o choro da bebê. Eduarda então mostrou onde havia colocado o corpo da bebê, em um armário da lavanderia de sua casa.
Eduarda foi detida em abril do ano passado após ter confessado o que fez. Ela chegou a ser colocada isolada das outras detentas para sua segurança. Eduarda foi acusada de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.
Mãe da recém-nascida Ana Beatriz foi solta e detalhes foram revelados
Após ter passado 11 meses detida, a mãe da bebê Ana Beatriz, Eduarda, foi solta. Ela foi solta na sexta-feira (27), mas a informação só foi confirmada nesta quarta-feira (01). Um dos advogados de Eduarda confirmou a soltura dela. Ela vai responder por ter tirado a vida da filha em liberdade.
A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) também confirmou que Eduarda foi solta. O Tribunal de Justiça de Alagoas alegou que como o processo segue em segredo de justiça, maiores informações não podem ser repassadas.
Nos primeiros meses após o crime, os advogados da mãe Eduarda tentaram mudar a classificação do ocorrido de homicídio qualificado para infanticídio. O infanticídio é quando a mãe mata o filho durante ou pouco tempo após o parto, sob a influência do estado puerperal.
A promotora de justiça do caso, Francisca Paula, havia falado alguns meses atrás que os advogados de Eduarda pediram para que a saúde mental dela fosse avaliada. O resultado desta avaliação, porém, não chegou a vir à público.
“A pedido do Ministério Público a mulher continuou presa, obviamente a defesa pediu pela liberdade e o Ministério Público opinou pela manutenção da prisão. Os advogados pediram para ser instaurado um incidente de sanidade mental, o juiz deferiu o pedido, ela será submetida a esse procedimento. E após, faremos as alegações finais, onde pedirei a sua condenação”, disse a promotora em dezembro do ano passado.


















