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Nova revelação sobre crianças de Bacabal surge 2 meses depois

Delegado revelou novas descobertas sobre as crianças desaparecidas de Bacabal.

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Bebê Mamãe|Do R7

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Delegado falou sobre as crianças que desapareceram Reprodução: TV Senado e Instagram/ @claricecardoso1004

Novas revelações sobre as crianças desaparecidas de Bacabal, no Maranhão, os irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Anderson Kauã, 4 anos, surgiram e impressionaram. Quem falou sobre estas descobertas foi o delegado responsável pelo caso, Ederson Martins.

O delegado falou sobre este assunto em audiência no Senado. Ele deu mais detalhes sobre como têm sido as investigações. O delegado começou revelando que, no início, pensaram que o caso se tratava de um homicídio. Mas quando encontraram Anderson Kauã, 8 anos, três dias após o desaparecimento, tudo mudou. Kauã é o único dos três que foi encontrado.


Ele disse: “Inicialmente, fomos para o local pensando que existiria um crime e seria desvendado rapidamente. Mas três dias depois tivemos a grata surpresa de acharmos o Kauã. E ele imediatamente repassou que teriam se perdido na mata, teriam dado a volta e aí se perderam na mata. Ele afirmou para a psicóloga e também para a psiquiatra. Então partimos do pressuposto de que não haveria nenhum tipo de crime e as crianças teriam se perdido”.

Delegado aponta descobertas no último lugar em que crianças estiveram

O delegado então falou sobre o casebre no meio da floresta conhecido como casa caída, último lugar que se sabe que os irmãos Ágatha e Allan estiveram. Ele respondeu às suposições de que os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael não conseguiriam ter chegado até lá por causa da distância. “Disseram que as crianças não conseguiriam chegar ao ponto onde Kauã foi localizado, mas nós conseguimos provar que é possível. Nós gastamos de 4 horas e meia a 5 horas com populares que conheciam a mata. As crianças demoraram mais porque estavam perdidas.”


Ederson Martins também detalhou a reconstituição feita com Anderson Kauã. “Na nossa reconstituição, dele levar a gente até a casa que ele alega ser o último ponto em que teriam ficado juntos. E lá o Kauã comprovou que ele realmente gosta de andar no meio da mata, tanto é que tinha uma área maior para ele passar e ele não seguiu por esse caminho e caminhava muito rápido, tanto que alguns investigadores ficaram para trás.”

O delegado ainda rebateu as suposições de que Kauã não estaria conseguindo passar muitas informações aos investigadores. “Eu conversei com ele, ele é uma criança muito inteligente, muito esperta, tem uma memória fotográfica extraordinária. Chegamos na casa caída no 10º dia e os cães farejadores foram essenciais para isso. E, quando chegamos, vimos que era muito parecido com o que o Kauã relatou. E o Kauã confirmou quando foi lá na casa caída.”


Alguém levou as crianças? Delegado responde

O delegado Ederson Martins também detalhou como foram descobertas as evidências de que as três crianças estiveram na casa caída. “Ali foi confirmado que as três crianças estiveram ali, foram quatro cachorros, quatro K9, com os odores específicos das três crianças. Quando era o odor da Ágatha e do Allan, os cães iam em direção ao rio. E quando era do Kauã, iam em direção à trilha. O que comprova que os cães foram ao local correto. E foram quatro cães que confirmaram isso.”

Ele também ressaltou que a investigação não foi concluída, mas que uma outra pessoa envolvida já não é considerada. “A gente poderia ter um crime? Poderia. Analisamos como uma probabilidade remota. Poderiam ter caído no rio e se afogado? Essa é uma das hipóteses. Mas o que sabemos é que não há uma quarta pessoa envolvida, sabemos disso a partir do relato do Kauã.”


O delegado ainda afirmou que as investigações continuam: “A Polícia Civil vai até o final dessa investigação para entregar à sociedade uma investigação bem feita. A gente espera encontrar essas crianças com vida, mas a gente vai entregar o que conseguirmos localizar para a gente ter um inquérito robusto. A gente tem feito tudo para terminar essa investigação da melhor forma possível.”

Ele ressaltou que o estado como Kauã foi encontrado também prova que não havia uma quarta pessoa. “O Kauã não se alimentou (enquanto estava desaparecido), tanto é que perdeu oito quilos e a água que ele tomou foi de poças formadas pela chuva. Ou seja, não havia mais ninguém com eles e tampouco que teria alimentado eles.”

Delegado falando sobre as crianças de Bacabal Reprodução: TV Senado
A casa caída onde as três crianças comprovadamente estiveram Reprodução: polícia Civil
Crianças de Bacabal estão desaparecidas há dois meses Reprodução: Instagram/ @claricecardoso1004

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