Pais de primos achados sem vida impressionam com revelações
Os pais dos dois primos achados sem vida em Praia Grande desabafaram e fizeram revelações.
Bebê Mamãe|Do R7

Os pais dos primos que foram encontrados sem vida dentro de um carro em Praia Grande, litoral de São Paulo, falaram e impressionaram com revelações. Os pequenos Pedro Henrique, seis anos, e Henry Miguel, quatro anos, foram encontrados sem vida horas após terem sumido.
As duas crianças estavam brincando na frente da casa da avó no último domingo (22). A senhora estava vendo os netos brincarem, mas entrou rapidamente em casa apenas para pegar um copo de água. Quando a avó retornou, seus netos haviam sumido. Isto ocorreu por volta de 14:00.
As buscas pelas crianças começaram. Os pais dos meninos e demais familiares e amigos participaram das buscas. Por volta de 00:45 de segunda-feira (23), um adolescente encontrou os meninos sem vida dentro de um carro que estava estacionado em um terreno. O dono do veículo explicou depois que deixava o carro no local porque a documentação estava atrasada.
Pais rebatem laudo dos investigadores e fazem revelações
Os pais dos primos Henry Miguel e Pedro Henrique rebateram o laudo preliminar do caso. Acontece que o laudo preliminar apontou que os meninos não teriam sido assassinados, mas sim teriam entrado no veículo, não conseguido sair e morrido asfixiados. Esta é uma das hipóteses da polícia, mas as investigações continuam e nada foi concluído.
A mãe de Henry Miguel, Ingrid Farias, rebateu esta suposição. “Meu filho tava com a testa inchada, um arranhão no olho, um aqui na sobrancelha, um aqui debaixo do queixo. Alguém ofereceu doce para eles e conseguiu atrair as crianças. E fizeram essa barbaridade, jogaram dentro do carro. Tão falando que as crianças morreram asfixiadas, não foi! Não foi! Porque tem marcas! Como que a criança sufocada ia se bater?! Não tem como!”.
O pai do menino Pedro Henrique, Adrian Santana, ainda disse para a RecordTV: “Quando eu vi ele (Pedro Henrique), peguei e coloquei no banco. E ai ele tava com uma marca como se alguém tivesse batido com um ferro, alguma coisa. Agora no enterro não deu pra ver porque eles fazem a limpeza e deixam tudo bem limpinho. Mas tava aqui, como se alguém tivesse dado uma paulada ou uma barrada de ferro nele”.
A mãe de Henry Miguel ainda comentou: “A gente nunca imaginou que ia acontecer uma coisa dessas porque eles sempre brincaram ali e nunca aconteceu nada! Todo mundo conhece eles, todo mundo conhece a gente, não temos inimizade com ninguém, então para mim isso é coisa de psicopata. Eu quero justiça, quero descobrir quem foi que fez isso com as nossas crianças”.
Pais detalham conversa com os investigadores do caso
Os pais dos primos ainda falaram como foi uma conversam que tiveram com o delegado responsável pelo caso. “O que ele (delegado) acha não é o que nós achamos, não é o que ninguém pensa! Ele pegou e falou assim que no laudo médico, diz que no laudo médico mostrava que as crianças não foram enforcadas, não bateram, não foram nada. Eles falaram que mostrou como se as crianças tivessem entrado, ficado presas e morrido asfixiadas. Como isso? As crianças estavam com olho roxo, a cara sangrando, como que as crianças iam fazer um negócio desse?! Ahhh tá morrendo asfixiado, vou bater minha cabeça. Como? Como?”, disse Ingrid Farias.
A mãe ainda revelou que o pai de Pedro Henrique, que é cunhado dela, foi colocado para fora da sala em que falavam com o delegado. “O delegado colocou meu cunhado para fora porque não gostou que meu cunhado, pai do Pedro, ouviu isso e falou: ‘vocês estão mentindo’. O delegado tirou ele da sala. Eles querem ocultar o que aconteceu, mas a gente sabe que foi homicídio!”.
Os pais ainda detalharam como encontraram as crianças. “Como que as crianças iam morrer asfixiadas, o chinelo ia ficar intacto em cima do banco e meu filho ia estar jogado encolhido no assoalho. E o Pedrinho também tava jogado no assoalho. A cabeça do menino tava funda! E vem falar pra mim que foi asfixia?! Como asfixia ia afundar a cabeça do menino?! Agora, depois dele (delegado) falar todas essas bobagens, a gente vai ter que esperar os laudos da perícia que saem daqui 30 dias. Eu sou mãe, pensa a dor que eu estou sentindo”, afirmou Ingrid Farias.
A mãe também ressaltou que diversas pessoas passaram pelo carro no qual as crianças foram achadas e não as viram por lá. “Na hora que o delegado falou essas coisas, eu não acreditei, mas eu fiquei mal, porque ele tá querendo dizer o quê? Que a gente passou lá pelo carro, não vimos as crianças e deixamos morrer?! Como isso! Todo mundo passou, todo mundo olhou lá e era de dia, não tinha como não ver as crianças”.

















